Como se livrar das dívidas e economizar: veja dicas para sair do aperto

Como se livrar das dívidas e economizar: veja dicas para sair do aperto
Por: Da Redação em 09/02/2021

Sabe aquele velho jargão de que “não está fácil para ninguém”? Pois bem, ele não é apenas um ditado comum. Isso fica explícito quando vemos os indicadores atuais quando o assunto é endividamento é inadimplência.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingimos o maior patamar nos últimos 10 anos. Hoje, cerca de 67% das famílias estão endividadas e 26% estão inadimplente. A situação é tão complicada que por volta de 4,6 milhões de brasileiros devem a instituições financeiras mais do que podem pagar, o que compromete por total sua vida financeira.

Não à toa, sair do vermelho virou um desafio para a maioria dos brasileiros. Por isso, o especialista em planejamento financeiro e gestão de risco, Yuri Utida deu algumas para esse momento. Venha conosco e confira-as abaixo. Elas podem ser o ponto de partida para você deixar essa “pindaíba”.

Encare sua realidade

Segundo Utida, deixar o vermelho tornou-se um obstáculo uma vez que muitos sabem que precisam gastar menos do que ganham, poupar nos supérfluos, guardar e, se possível, investir alguma coisa com regularidade.

Sabem, também, que é preciso ter clareza do valor total de suas dívidas, renegociá-las, trocar uma dívida por outra de juros menores. Porém, a realidade é dura e poucos conseguem encará-la.

Isso acontece por duas razões: imprevistos como desemprego, doenças, acidentes, crises como o coronavírus, crises políticas e econômicas. Esses imprevistos fazem com que as pessoas queimem reservas ou se endividem cada vez mais” [Yuri Utida | Especialista em planejamento financeiro e gestão de risco]

Esqueça seus luxos

Para Utida, a realidade torna-se um obstáculo também pelos vícios. Muitos não conseguem abandonar seus pequenos luxos.

Mesmo endividadas, muitas pessoas não conseguem abrir mão de algumas coisas. São ‘luxos’ conquistados ao longo dos anos que não queremos abrir mão pois ‘merecemos’. Não estamos falando de coisas caras, mas da pizza no final de semana, o combo de TV a cabo e inúmeros itens supérfluos que se tornam sacrifícios muito grandes para abrirmos mão. Isso significaria perder a dignidade conquistada” [Yuri Utida | Especialista em planejamento financeiro e gestão de risco]

Por isso, para ele, o principal ponto é avaliar o cenário. “É preciso avaliar todo o cenário, descobrir o que a pessoa não abre mão, quais sacrifícios está disposta a fazer e por quanto tempo. Só assim o planejamento se torna sustentável e conduz as pessoas a saírem das dívidas”, avalia.

Contenha seus ânimos e hormônios

Utida vai além: para ele, o problema não está somente na ação. Seus hormônios podem afetar seu comportamento. Segundo ele, muitos têm controle rígido, mas nosso cérebro é inundado de neurotransmissores nesse início, com dopamina e serotonina.

Essa inundação hormonal, a mesma que ocorre quando nos sentimos apaixonados, é desgastante para o nosso organismo, por isso ela tende a diminuir depois de algum tempo, que varia de um organismo para o outro. A pessoa volta à normalidade, perde a empolgação e desiste. Por isso muita gente não segue um plano rígido de controle financeiro ou atividade física. Sem consciência disso, as pessoas ficam presas nesse ciclo” [Yuri Utida | Especialista em planejamento financeiro e gestão de risco]

Para o especialista, a solução é encontrar o equilíbrio entre a meta desejada e a sustentabilidade. “Claro que não dá pra usar isso como desculpa para seguir se endividando. O ideal é contar com ajuda profissional para encontrar seus pontos cegos. Mesmo que isso exija algum investimento, é algo que tende a se pagar e se manter numa progressão positiva”, avalia.

Economize, nem que seja pouco

Porém, Utida diz que dá para guardar, mesmo que seja pouco.Com uma renda per capita média de R$1.439, guardar 20% representa uma economia de R$ 288 por mês, valor que pode não resolver muita coisa e, ao mesmo tempo, representar um sacrifício inviável.

Uma solução a ser pensada é o aprimoramento desse indivíduo. Pessoas com curso superior, ganham três vezes mais que aquelas com ensino fundamental. Por questões sociais e falta de tempo, muito brasileiros não têm como acessar esse nível de educação, mas se utilizarem esse raciocínio, podem buscar educação e autodesenvolvimento em outras formas que agreguem valor às suas carreiras e habilidades. Com isso, podem buscar uma segunda renda e ganhar mais, ao invés de cortar o pouco que tem” [Yuri Utida | Especialista em planejamento financeiro e gestão de risco]

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