PIX: Veja 6 Dicas Para Proteger Sua Conta Digital

Aprenda a evitar armadilhas com o novo meio de pagamento instantâneo

Por: Alison Pitangueira em 30/11/2020
PIX: Veja 6 Dicas Para Proteger Sua Conta Digital

Nas compras de fim de ano, os pagamentos digitais prometem ser os mais usados pelos consumidores, de acordo com um levantamento feito pela Boa Vista.

Em 2020, além do cartão de crédito e das tradicionais TED e DOC, também foi acrescentada a transferência instantânea conhecida como PIX.

No entanto, a mais nova modalidade de pagamento atrai tanto consumidores como golpistas, que ficam de olho em clientes e varejistas descuidados.

O Banco Central afirma que o Pix é um sistema seguro, tanto ou mais que alternativas de meios de pagamentos como cartão de crédito, TED, DOC e Boleto. Apesar disso, o órgão destaca que o usuário deve ser cuidadoso para evitar golpes, através de outras artimanhas utilizadas pelos bandidos, como enviar links com sites falsos, por exemplo.

Devido à Sua Rapidez, Pix Exige Maior Atenção

Uma das principais qualidades do Pix, a velocidade, pode ser também um instrumento a favor de golpistas. Como esse meio de pagamento transfere valores em menos de dez segundos, um descuido pode ser suficiente para que um criminoso digital consiga concluir a fraude instantaneamente. Por isso, atenção redobrada nessa Black Friday na hora de pagar com a nova plataforma do BC.

“O consumidor é sempre um elo mais fraco de segurança que as empresas nas transações eletrônicas. Os golpistas que querem atacar vão tentar explorar os descuidos dos consumidores. E sempre que se adiciona um novo elemento numa cadeia de pagamento, abre-se um novo espaço para fraudes. Isso vale para todo tipo de pagamento, não apenas para o Pix. A dica que dou aos consumidores nessa Black Friday é não deixar o olho crescer mais que o bom senso”, afirma o diretor de cibersegurança da empresa de tecnologia Kryptus, Rafael Cividanes.

Seis Dicas de Especialistas Para Evitar Golpes Nesta Black Friday

Acompanhe, a seguir, para você seguir alerta e não ficar vulnerável aos golpistas:

  1. Pix só no aplicativo da instituição financeira

Não existe Pix fora do aplicativo do banco, da financeira ou da fintech de você cliente.

Para fazer pagamentos via Pix, você tem que entrar primeiro no aplicativo em que tem conta, ou no Internet Banking, ou no caixa eletrônico.

Sendo assim, tenha atenção especial se o lojista te pedir que entre em outro ambiente diferente (site ou link) para, então, fazer o pagamento. Desconfie na hora!

  1. Não clique em links desconhecidos

Cuidado com links que chegam de desconhecidos por meio de redes sociais, como Whatsapp, e-mail ou SMS, pedindo cadastro ou oferecendo brindes e descontos.

Uma das formas que golpistas usam para roubar senhas de consumidores é enviar um link que leva a uma página falsa na Internet, muitas vezes, parecida com a de uma loja conhecida ou mesmo com um banco. É o chamado phishing, ou pescaria digital, fraude eletrônica para roubar dados pessoais de você usuário e, com eles, fazer compras e transferência de valores.

De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), 70% das fraudes digitais usam essa armadilha. Para trocar informações com o banco ou fintech, você deve confiar apenas nos canais oficiais, o aplicativo ou o Internet Banking ou caixa eletrônico. Na dúvida, procure a instituição financeira, antes de efetuar qualquer tipo de transação.

  1. Use seu próprio equipamento

Nunca use computadores públicos nem celulares de terceiros para comprar algo no comércio virtual. Fazer compras em ambiente com um wi-fi aberto também não é recomendado.

Profissionais ainda alertam para o uso de carregadores de celular de pessoas desconhecidas. Evite fazer transações online com o smartphone plugado em uma tomada de um lugar público usando um carregador de desconhecidos.

  1. Cuidado com boletos

O Banco Central destaca que o Pix só poderá ser usado para pagamento via boleto se nesse documento houver QR Code, o que ainda não foi lançado. O Pix não pode ser usado para pagar boletos comuns, que têm apenas código de barras.

Então, se alguma loja oferecer pagamento apenas via boleto, desconfie e evite comprar neste estabelecimento.

  1. Verifique a reputação das lojas

Antes de fechar qualquer compra, é importante que você cheque a reputação da loja online.

Sites como o Reclame AQUI ou Consumidor.gov.br  podem dar informações para quem foi apresentado a uma loja da qual nunca ouviu falar.

  1. Sempre confira os dados

O Pix é uma forma de transferir dinheiro instantaneamente. Por isso, antes de fechar a transferência, confirme se a chave e os dados do destinatário estão mesmo corretos.

Vale ressaltar que, uma vez realizada e concluída, a transação via Pix é irreversível. Sendo assim, confira, com cautela, todos os dados do destinatário, antes de fechar qualquer tipo de transação.

Redobre a Atenção Com Sites Falsos

“Os consumidores também precisam ter uma atenção redobrada neste período. Existem muitos sites falsos que são praticamente idênticos aos originais, com pequenas diferenças que passam despercebidas. Eles roubam os dados do usuário. Para as compras, se usar o boleto, verifique se o nome que consta nos dados bancários é o da loja que você comprou. Mas nada disso adianta se a pessoa não tiver uma ferramenta de segurança digital instalada, de fabricante conhecido e confiável no mercado”, alerta Marcus Garcia, vice-presidente de produtos da FS Security.

Banco Central Garante Que o Pix é Seguro

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC (Banco Central), João Manoel de Mello, disse que o Pix pode ser até mais seguro do que outros meios porque a transação acontece só com autenticação pelos aplicativos dos bancos, fintechs e cooperativas de crédito. “Não há ambiente mais seguro do que o logado no celular”, disse.

E se a transação for feita de forma errada?

O diretor do Banco Central destacou que as instituições financeiras podem segurar por mais tempo operações consideradas suspeitas, aquelas que fogem do padrão de cada cliente.

Por isso, a transação com Pix, que é feita em até dez segundos, pode demorar até 60 minutos se o banco, financeira ou fintech, identificar algo estranho na operação.

Esse tempo a mais servirá para checar com o dono do dinheiro a veracidade da operação. E se uma fraude for identificada por meio do Pix, como o sistema é todo interligado, todos os demais bancos e instituições financeiras serão alertados da tentativa.

Agora vale ressaltar que, caso a transação tenha sido concluída, quem fez o envio do valor terá dificuldade para reaver o dinheiro, pois a operação só pode ser revertida pelo recebedor.

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