O que é capital de giro e como calcula-lo?

O que é capital de giro e como calcula-lo?
Por: Da Redação em 09/02/2021

Você com certeza já ouviu falar em capital de giro, bem como em sua importância. Apesar disso, você sabe, de verdade, o que significa esta expressão? O capital de giro está diretamente ligado à saúde financeira de uma empresa. E por isso é tão importante a precisão de seu cálculo.

Uma empresa com um baixo capital de giro pode estar à beira da falência, afinal ele é fundamental para a continuidade das operações da empresa. Saber administrar o capital de giro pode fazer toda a diferença diante de uma crise nacional ou mundial, como a que estamos vivendo agora, mas é também importante no cotidiano normal de qualquer empresa.

E aí? Quer saber mais sobre o capital de giro? O que é? Qual é a sua importância? Como calcular o capital de giro? Saiba estas e outras questões pertinentes ao assunto, seguindo na leitura! Venha com a gente!

O que é capital de giro?

Capital de giro é, de maneira resumida, a quantidade de dinheiro necessária para a empresa operar. Diferentemente do investimento fixo, que é responsável pela compra dos bens necessários para que a empresa funcione, tais como móveis, equipamentos, imóveis e veículos, o capital de giro arca com despesas operacionais do dia a dia como matéria-prima, impostos, salários, energia elétrica e água.

O capital de giro também financia as vendas a prazo. Por exemplo, se você vende um produto neste mês que só será pago no mês seguinte, as contas fixas serão pagas com os recursos financeiros do capital de giro.

É normal que as empresas possuam períodos de sazonalidade, algumas épocas do ano se vende muito mais que outras, nesses meses em que não se vende o suficiente para pagar todas as contas, é o capital de giro que cumpre com as obrigações da empresa. O capital de giro também financia o estoque da empresa. Sendo assim, quanto maior o estoque, maior terá que ser o capital de giro.

Qual é a importância do capital de giro?

Ao explicar o que é o capital de giro, a gente deixou claro algumas de suas funções. A partir delas, você pode imaginar o quanto ele é imprescindível para qualquer empresa, independentemente de seu porte. O que varia é o tamanho desta necessidade.

Algumas empresas podem se manter com baixo capital de giro, enquanto outras necessitam de quantias altas. Exemplos destes dois casos, respectivamente, são empresas que utilizam a internet como ferramenta principal frente à empresas de manufatura que possuem grandes fábricas e estoques.

Empresas que trabalham com a internet possuem gastos fixos com computadores, planos de internet, contas de luz, água, funcionários e locação.

Por sua vez, as empresas de manufatura possuem, além destes gastos, gastos com matéria prima, gastos com o espaço físico para estoque de insumos e produtos, gastos com máquinas e ferramentas em grande maioria caras, entre outros.

Dessa maneira, a gente pode perceber a importância do capital de giro em ambas as empresas, que não funcionariam sem ele. Porém, nas do segundo exemplo ele precisa ser significativamente maior.

Os ciclos econômico, operacional e financeiro

Para saber quanto dinheiro é preciso dispor para manter o capital de giro suficiente, é necessário conhecer os ciclos: operacional, financeiro e econômico da sua empresa. Veja, a seguir, cada um deles:

  • Ciclo econômico: é o tempo em que a mercadoria permanece em estoque. Vai desde a aquisição dos produtos até o ato da venda, não levando em consideração o recebimento do valor referente à mesma.
  • Ciclo operacional: é o período entre comprar a mercadoria ou a matéria-prima para a produção de algo e receber do cliente. A empresa tem um prazo para pagar os fornecedores, e esse prazo para o pagamento das despesas cobre parte do ciclo operacional.
  • Ciclo Financeiro: A parte que não é coberta pelos prazos de pagamentos é chamada de ciclo financeiro. É ele que determina quanto investimento é preciso fazer no capital de giro. Começa no pagamento aos fornecedores e vai até o recebimento do valor das vendas.

Como calcular o Capital de giro?

Agora que você já sabe que para a empresa é imprescindível o capital de giro, a gente pode começar os cálculos. Para calcular o capital de giro utiliza-se a seguinte fórmula:

  • CGL: capital de giro líquido.
  • AC: ativo circulante, são os recursos financeiros disponíveis ou que podem ser acionados facilmente (contas a receber, dinheiro em banco ou em aplicações financeiras).
  • PC: passivo circulante, são as despesas e custos (fornecedores e contas a pagar, empréstimos).

Alguns fatores podem influenciar diretamente no que diz respeito ao cálculo do capital de giro, e é preciso observá-los atentamente. São eles:

  • Negociação de dívidas com prazos longos demais;
  • Bom conhecimento do fluxo de caixa;
  • Administração dos casos de inadimplência;
  • Conhecimento dos ciclos de estoque;
  • Não contar com o dinheiro antes de receber dos clientes.

5 dicas que te ajudarão a fazer a gestão do seu capital de giro

  1. Planejamento: se planejar a longo e curto prazo é o pilar para a boa administração do seu capital de giro, pois é o que fará você tomar as melhores decisões para a sua empresa.
  2. Disciplina: quando você fizer uma retirada de seu capital de giro, para o equilíbrio financeiro do seu negócio, nunca deixe de repor a mesma quantia assim que você receber o pagamento.
  3. Monitoramento: através de relatórios periódicos você poderá monitorar, analisar e avaliar se o seu capital de giro está apto a atender as necessidades da empresa.
  4. Fornecedores: uma boa relação com seus fornecedores pode te ajudar a aumentar prazos para pagamentos ou descontos em pagamentos à vista. Caso seja possível, dê preferência a fornecedores antigos, com os quais você já tenha tido boas experiências. Quando der um prazo a algum cliente, lembre-se de colocar a data de pagamento antes de suas datas de pagamentos a fornecedores.
  5. Continuidade: não é porque sua empresa está tendo muito lucro que você deve parar de calcular, monitorar e investir no seu capital de giro. Este é um erro comum e que no futuro pode prejudicar sua empresa, afinal se você não investir nos momentos em que os negócios vão bem, durante uma crise você não terá de onde tirar.

Necessidade de capital de giro

A necessidade de capital de giro é em função do ciclo de caixa da empresa. Quando o ciclo de caixa é longo, a necessidade de capital de giro é maior e vice-versa. A redução do ciclo de caixa, em resumo, significa receber mais cedo e pagar mais tarde. Esse deve ser o objetivo da administração financeira.

As principais fontes de capital de giro são:

Capital próprio

O capital próprio nada mais é do que os recursos provenientes dos sócios, acionistas ou investidores da empresa, bem como de sua atividade econômica por meio dos lucros. Quando uma empresa usa o capital próprio, ela, basicamente, está se valendo do dinheiro relacionado ao patrimônio líquido (PL), que não é necessário ser devolvido.

Capital de terceiros

O capital de terceiros é vinculado ao passivo exigível (obrigações da organização junto a terceiros) e ao passivo real. Também representa os investimentos realizados através de recursos de agentes externos. Com exemplos, temos debêntures, empréstimos e financiamentos de curto, médio ou longo prazo.

Capital dos parceiros

Crédito estabelecido de acordo com o nível de atividades da empresa com os seus fornecedores. Os termos de créditos relacionam-se a prazos, condições de pagamento e descontos. Uma forma de fazer isso é negociar, com os fornecedores, prazos mais longos para pagamentos e, com os clientes, prazos mais curtos para recebimento.

Empréstimo bancário

É um contrato entre o cliente e a instituição financeira pela qual ele recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Há várias opções de empréstimo oferecidas pelos bancos, com custos e prazos diferentes para financiamento de capital de giro.

Alerta sobre empréstimos bancários:

  • Conheça com antecedência quanto e quando você necessitará de capital de giro, para obter capital de giro de acordo com as condições que a empresa pode suportar.
  • Se pensar que conseguir um empréstimo é resolver o problema, você pode criar um problema ainda maior.
  • Para diminuir os riscos, você precisa primeiro ter certeza de que o empréstimo será suficiente para as necessidades de sua empresa. Depois, certificar-se de que a empresa conseguirá pagar o financiamento.
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