“PIX vai aumentar a competição no mercado”, afirma presidente do Nubank

“PIX vai aumentar a competição no mercado”, afirma presidente do Nubank
Por: Da Redação em 09/02/2021

O PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), vai transformar positivamente o mercado de pagamentos tanto para os consumidores como para o setor financeiro em si. Quem diz isso é David Vélez, fundador e responsável pelas operações do Nubank, um dos principais bancos digitais do Brasil. Para ele, a chegada da plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central só tende a favorecer o consumidor com a entrada de mais competidores no mercado.

Na última quinta (23), o BC anunciou que alterou a data de lançamento da nova plataforma de pagamentos, do dia 3 de novembro para o dia 5 de outubro. A partir desta data, os clientes bancários já poderão criar suas próprias “chaves”, os mecanismos de autenticação que irão substituir os dados relacionados às contas que possuem. A antecipação da data agradou o mercado, principalmente os setores que tentam se sobressair na competição contra os grandes bancos.

Nesta área se englobam startups como o Nubank. O banco digital que já recebeu mais de 1,1 bilhão de dólares em aportes e está avaliado em mais de 10,4 bilhões de dólares é um dos principais rivais de bancos mais tradicionais, tais como Bradesco, Itaú e Santander. No começo de julho, a fintech revelou que atingiu 25 milhões de clientes na América Latina, com uma média de 42 mil novos entrantes por dia, ao longo do primeiro trimestre deste ano.

Maior flexibilidade

Com o novo sistema de pagamentos instantâneos, o PIX, as transferências de dinheiro de uma conta para outra não serão mais restritas aos DOCs e TEDs, que tem um custo de até 15 reais por transferência, levam dias para ser realizadas e só podem ser feitas durante um rígido horário comercial bancário. Por sua vez, com o PIX, as transferências acontecem 24 horas por dia, sete dias por semana e ao custo de poucos centavos.

Além de tornar mais rápido e prático o ato de fazer pagamentos e transferências, ele vai baratear o processamento de pagamentos para todos os participantes, permitindo a chegada de novos entrantes no setor” [David Vélez – Presidente do Nubank]

Ainda de acordo com o executivo, esse aumento na competição beneficia o consumidor que ganha mais opções na hora de realizar as transações. Pode ser a oportunidade de ouro para algumas startups.

Ampliação no ramo digital

Entre as quase mil instituições que já se cadastraram para operar com o PIX, o Nubank está aderindo como participante direto, sem intermediários financeiros ou tecnológicos, o que permitirá “oferecer soluções próprias desde o início”.

David Vélez afirma também que a flexibilidade proporcionada pelo PIX permitirá que seu banco crie mais mecanismos digitais para seus clientes. “Podemos ir além do aprimoramento das funcionalidades tradicionais de pagamento”, destaca o presidente da fintech.

Outro ponto abordado pelo empresário colombiano foi a ampliação da digitalização e da inclusão financeira, graças aos meios de pagamentos digitais instantâneos. Vélez aponta que o PIX vai permitir manter a aceleração que a pandemia causou na adoção destes instrumentos financeiros.

Como o PIX mudará a vida das pessoas

Após o Banco Central (BC) antecipar o lançamento de sua nova plataforma de pagamentos instantâneos para 5 de outubro, a pergunta que fica é: como irá funciona este sistema? Qual será o impacto na minha vida e em meu bolso?

O objetivo do PIX é que os mais diversos pagamentos passem a ser tão fáceis, simples, intuitivos e rápidos quanto realizar um pagamento com dinheiro em espécie.

Afinal, o que é o PIX?

O PIX é um meio de pagamento que envia e recebe dinheiro em questão de segundos, 24 horas por dia, em todos os dias do ano. Ou seja, aquela transferência feita no final de semana poderá agora ser completada fora do horário comercial do banco, de forma mais rápida, barata e segura. Isso é possível porque na plataforma as transferências irão ocorrer diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário que recebe o valor, sem a necessidade de intermediários.

A rapidez acontece também por conta de uma simplificação nas informações necessárias, que as tornam mais convenientes. Atualmente, uma transferência eletrônica de dinheiro demanda que o usuário passe várias informações para quem vai receber o valor.

Como vai funcionar o sistema de pagamentos instantâneos?

O PIX dispensa o uso de cartões de débito, folhas de cheque, cédulas e maquininhas. A plataforma, contudo, não substituirá cartões de crédito, cuja operação não será modificada ou incluída no sistema.

Para usar o PIX, os pagadores poderão iniciar a operação por pelo menos três formas diferentes:

  • Utilização de chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ, e o endereço de e-mail;
  • EVP (número aleatório gerado pelo sistema, para quem não quiser dar um dos dados acima);
  • QR Code estático, usado em múltiplas operações; ou dinâmico, utilizado em apenas uma operação;

Em 2021, também será possível realizar operações com QR Code próprio e tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação, como a NFC. Em 2022, está na agenda do BC oferecer requisição de pagamento e débito automático. Por fim, em 2023, os pagamentos poderão ser feitos também com a apresentação de documento.

Todas as opções serão oferecidas pelos canais das instituições financeiras cadastradas no PIX. A instituição pode escolher oferecer a funcionalidade no internet banking, agências, apps no celular e até em lotéricas.

Quais pagamentos estão incluídos na plataforma?

O PIX pode incluir pagamentos de qualquer tipo e valor. São transferências entre pessoas físicas e empresas; além de pagamentos de bens em serviços em estabelecimentos comerciais e no comércio eletrônico em geral.

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