TED: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Entenda o que é o TEC, o que significa DOC e como é possível fazer a transferir dinheiro

Por: Da Redação em 05/04/2021
TED

Transferência Eletrônica Disponível ou simplesmente TED, como é conhecida, é uma movimentação bancária utilizada com frequência. De maneira simples, a transação envia dinheiro de uma conta a outra, mesmo para outros bancos.

O formato é diferente de um DOC, por exemplo, e a atividade envolve, na maioria dos casos, uma cobrança de tarifas. Saiba mais a seguir.

Afinal, o que é TED?

TED é uma transferência de valores entre contas que existe desde 2002, criada pelo Banco Central. Por meio desta operação, você pode transferir dinheiro entre contas (inclusive de bancos diferentes) sempre que for necessário.

Até a chegada do Pix, era a transação mais “rápida” para envio de valores de uma conta para outra. Isso porque o dinheiro entra na conta no mesmo dia, caso a operação seja realizada até às 17h em dia útil.

Posterior a esse horário, o valor é debitado no próximo dia útil. Se for feito em uma sexta-feira após o horário comercial, só entrará na conta na segunda, por exemplo.

Dessa forma, mesmo sendo uma operação rápida, ela tem pontos que interferem na entrega dos valores. Em uma situação de urgência, pode ocorrer de o dinheiro não cair a tempo na conta.

Diferença entre TED e DOC

O DOC (Documento de Ordem de Crédito) é outra possibilidade para transferir dinheiro a contas bancárias. O que difere uma operação da outra é que o DOC não entrega o dinheiro na conta no mesmo dia.

Neste formato, o valor só entrará na conta no dia seguinte, isso se for feito até 22h. Posterior a esse horário, há grandes chances de demorar um pouco mais para ser compensado.

A operação segue as mesmas regras do TED em relação a dias úteis.

Outra regra é que o DOC tem limite de valor nas transferências, permitindo o envio de até R$ 4.999,99. Não há valor mínimo, sendo assim você pode transferir até centavos para outra conta se desejar.

No mais, as principais diferenças entre as operações são o limite de envio e o prazo para compensação do valor.

Diferença entre TED e Pix

Assim como TED tem diferenças entre o DOC, ele também diverge do Pix. Essa tecnologia é relativamente nova, lançada em novembro do último ano pelo Banco Central.

Por ser uma novidade, muitos usuários se perguntam o que o Pix tem de diferente para o TED.

O Pix é uma tecnologia voltada para transferência de valores e pagamentos, assim sendo mais amplo que o TED em si.

A grande diferença nas transações é que o novo recurso é mais rápido e possui menos restrições comparado ao tradicional. No caso, não há um limite de horário para realizar uma transferência por Pix e nem um intervalo para que o dinheiro entre na conta.

A transação é feita em tempo real, com o dinheiro caindo imediatamente na conta de destino. Isso ocorre mesmo em finais de semana e feriados, independente do horário.

Outro ponto é que a movimentação não serve apenas para transferir valores de uma conta para outra. Diferente do TED, o Pix também pode ser utilizado como meio de pagamento.

Entre as possibilidades de movimentação, você consegue usá-lo:

  • para transferência entre contas físicas;
  • de pessoa física para estabelecimentos comerciais, ou seja, pessoa jurídica;
  • de um estabelecimento para outro;
  • para órgãos e departamentos do governo, visando o pagamento de impostos.

O Pix é uma movimentação gratuita de forma geral quando realizado em canais eletrônicos, como o aplicativo. Se feito em terminais de autoatendimento, o banco fica livre para aplicar cobranças, amparado pelo Banco Central.

Custos envolvidos em uma TED

A TED é uma operação cobrada pelos bancos tradicionais e o valor é variável em cada instituição.

O local onde a transação é realizada também ajuda a definir o valor. A transferência pode ser executada por aplicativo ou internet banking, caixa eletrônico e na própria agência, cobrado de maneira distinta.

É comum que não haja cobrança em TEDs entre contas de um mesmo banco e limites para outras instituições. Porém, isso depende do pacote de serviços contratado na abertura da conta.

Se o pacote for mais simples, é possível que não conte com nenhuma operação sem custo durante o mês. Significa que o correntista irá ser cobrado em todas as transferências que realizar.

Agora se o pacote for mais completo, é quase certo que ele disponha de um limite de TEDs sem custo. Mas isso também implica em uma taxa de manutenção mais cara.

Confira a seguir qual a taxa cobrada pelos principais bancos tradicionais:

  • Banco do Brasil e Bradesco: R$ 10,45;
  • Caixa Econômica Federal: R$ 10;
  • Itaú: R$ 10,50;
  • Santander: R$ 10,30.

É válido ressaltar que a transação realizada direto na boca do caixa, ou seja, com um atendente, tem custo mais elevado. Os valores acima são para o TED realizado em terminais de autoatendimento, internet banking e aplicativos.

“TED gratuito”: como transferir dinheiro entre contas de bancos diferentes sem pagar tarifas

As contas digitais são populares por não cobrar pela maioria dos serviços bancários. Dessa forma, alguns bancos digitais e fintechs não apresentam tarifas para transações como a TED. É o caso do Nubank, C6 Bank e Inter, por exemplo, cujo custo sob a operação é zero.

Já outros cobram tarifa, mas, diferente dos bancos tradicionais, o valor é reduzido e mais acessível.

A economia gerada pode chegar até um salário mínimo por ano!

Veja a seguir algumas contas digitais que cobram pela transação e o valor cobrado:

  • Original: R$ 8,90;
  • Neon: R$ 3,50;
  • BMG: R$ 8,67.

Novamente, os valores correspondem à operação feita via internet ou aplicativo. Lembrando que as contas digitais não possuem espaços físicos para atendimento, por isso há redução de custos nas operações.

Como fazer uma TED?

Agora que você já sabe o que é e qual o valor cobrado pela operação, chegou a hora de entender como realizá-la.

A TED é uma movimentação bastante simples que você pode realizar em sua conta. Como já mencionado, ela pode ser feita em canais digitais, como o aplicativo, no caixa eletrônico e também presencialmente na agência.

No geral, a operação não muda muito de um canal para outro, visto que são solicitados os mesmos dados.

Seja no caixa eletrônico, direto com o atendente ou via internet, serão cobrados os seguintes dados para a transferência:

  • CPF ou CNPJ, caso a conta seja PJ;
  • Nome do titular da conta;
  • Código do banco – são três números que identificam a instituição financeira;
  • Agência – identificada por quatro números, impressos em um dos lados do cartão;
  • Conta e dígito verificador – a quantidade de números é variável em cada banca, mas você encontrará o dado também em seu cartão.

São esses os dados solicitados na hora de fazer a sua transferência por TED.

Nos pontos de autoatendimento e pela internet você deve buscar pela opção de transferências nos menus de cada canal. Depois deve indicar os dados solicitados que se encaixam na relação acima e o valor a ser transferido.

Lembrando que a operação deve ser feita entre 6h às 17h para que se enquadre como TED. Caso contrário, ela entrará como um DOC.

Ficou com alguma dúvida? Escreva para gente aqui nos comentários.

 

 

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