WhatsApp Pay: presidente do Banco Central afirma que deve autorizar plataforma

WhatsApp Pay: presidente do Banco Central afirma que deve autorizar plataforma
Por: Da Redação em 09/02/2021

O WhatsApp pay deverá ser realidade no Brasil em breve. Em recente entrevista concedida à rede de TV estadunidense Bloomberg, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o órgão deverá autorizar o funcionamento do recurso de pagamentos e transferências pelo aplicativo.

Segundo Campos Neto, o veto de outrora se deu pelo arranjo da plataforma, que ainda precisava ser estudado pelo órgão.

Projetos como estes devem passar por um processo de aprovação. Quando o Whatsapp propôs o arranjo, entendemos que era um arranjo grande. Dissemos que como era grande e tinha várias dimensões, pedimos que entrassem no rito de aprovação como ocorre normalmente. E será aprovado” [Roberto Campos Neto – Presidente do Banco Central]

Ainda de acordo com Campos Neto, esse estudo do Banco Central envolve a identificação de eventuais problemas que a operação possa trazer em sua implantação no Brasil. Por isso, o cuidado para observar se haveria impacto nos usuários e na concorrência.

As duas dimensões que estamos focando é promover competição e proteger os dados dos cidadãos. Queremos competição, queremos que todas as big techs (nome em inglês dado às grandes empresas de tecnologia) entrem no Brasil. Você pode ter um sistema que comece competitivo, mas no fim acabe não tendo esta característica” [Roberto Campos Neto – Presidente do Banco Central]

Em nota, o Whatsapp afirmou que está em diálogo com o BC. Quando o recurso for autorizado, os usuários que desejarem deverão ativar o Facebook Pay no smartphone, informando o cartão de crédito e débito e definindo uma senha (um PIN). Para enviar o dinheiro, será preciso clicar em um contato e acionar a ferramenta “anexar”. A transação será uma das alternativas de anexo.

Como funcionará o pagamento?

Segundo a companhia californiana serviço de pagamentos do WhatsApp poderá ser usado por pessoas físicas e jurídicas. No primeiro caso, usuários poderão transferir dinheiro para seus contatos e fazer compras sem taxas.

Já quem já utiliza o WhatsApp Business (versão corporativa do app) pagará uma taxa fixa de processamento de 3,99% para receber os pagamentos de clientes, tal como hoje já acontece no mundo do cartão de crédito.

No caso de pessoas físicas, as transferências só serão realizadas com cartão de débito, sendo possível enviar até R$ 1.000 por transação, com um limite de 20 transações diárias e R$ 5.000 por mês. Pessoas jurídicas, por sua vez, poderão usar cartão de débito e de crédito. As transações, por enquanto, estão restritas apenas ao Brasil e à moeda local.

Passo a passo para efetuar o pagamento

Para criar uma conta no sistema de pagamentos do Whatsapp, o consumidor precisará, primeiramente, clicar no ícone do clipe de papel na conversa em que se deseja fazer a operação. Logo após, é preciso escolher a opção “Pagamento” e inserir o valor desejado.

Logo após, o aplicativo pedirá uma que seja adicionada uma forma de pagamento. Nessa etapa, o usuário precisará criar um PIN (senha de seis dígitos), inserir nome, CPF e um meio de pagamento de um dos bancos participantes (BB, Nubank ou Sicredi). Depois, será preciso verificar o cartão com ajuda de um código enviado por SMS, e-mail ou pelo app do seu banco. Por fim, o sistema reconhece o cartão e faz o pagamento.

No caso de pequenas empresas, será necessário criar uma conta Cielo no Facebook Pay, dentro do aplicativo WhatsApp Business. Nesse caso, o responsável precisará inserir o endereço e a razão social da empresa, bem como os dados bancários, além de verificar a conta, como nas etapas de pessoas físicas. Para aceitar os primeiros pagamentos, serão necessários até 3 dias úteis.

Quais bancos estão conveniados nessa primeira etapa?

Segundo o WhatsApp, usuários poderão usar cartões de débito e crédito das bandeiras Visa e Mastercard, emitidos pelo Banco do Brasil, Nubank e Sicredi. "Porém, nosso modelo de programa é aberto e facilita a entrada de mais participantes no futuro. Todos os pagamentos serão processados pela Cielo", informou a empresa em nota.

Segurança

O meio de pagamento chega em meio à explosão de golpes através do aplicativo em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19). Segundo dados da Refinaria de Dados, empresa especializada na coleta e análise de informações digitais, entre 20 de março (início do confinamento em boa parte do Brasil) e 18 de maio, a busca de informações pessoais e bancárias de brasileiros na chamada dark web (ver infográfico) cresceu 108%. O número de buscas diárias alcançou 19,2 milhões ante 9 milhões no período antes da pandemia.

Em um dos golpes mais comuns, um amigo pede ajuda através de uma mensagem, afirmando que precisa fazer um depósito urgente e está com problema no aplicativo do banco. Nisso, pergunta se esse colega pode pagar esse boleto para ele e no dia seguinte devolve o dinheiro.

Para evitar que transações não-autorizadas e fraudes sejam constantes, o WhatsApp exigirá que todas as transferências ou pagamentos terão de ser aprovadas pelo usuário. Para isso, será preciso utilizar uma senha de seis dígitos ou a informação biométrica do celular.

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