Emprestei meu cartão e a pessoa não pagou: posso processar?

Saiba de uma vez por todas como resolver esse problema tão comum

Por: Izabella em 25/01/2026
Emprestei meu cartão e a pessoa não pagou: posso processar?

Emprestou seu cartão, ficou no prejuízo e não sabe o que fazer? Vamos te ajudar!

Parece um favor simples, mas quando a pessoa não paga, o problema vira uma bola de neve.

O nome vai para o SPC ou Serasa, a dívida cresce, bate o desespero… e aí vem a dúvida: emprestei meu cartão e a pessoa não pagou, posso processar?

Mas calma que dá pra resolver!

Por que nunca é seguro emprestar o cartão de crédito

Emprestar o cartão de crédito pode parecer inofensivo, mas envolve riscos sérios.

Quando você entrega seu cartão (ou a senha) para outra pessoa, está colocando seu nome e seu patrimônio nas mãos dela.

Se a dívida não for paga, quem vai responder perante o banco é você, não importa se foi amigo, parente, namorado(a) ou colega.

A responsabilidade legal é sempre do titular.

Isso pode sujar seu nome, dificultar empréstimos, aumentar juros e até trazer processos para você.

Por isso, é importante conhecer os seus direitos e agir rápido caso o pior aconteça.

Emprestei meu cartão e a pessoa não pagou: posso processar? Saiba seus direitos

Vamos direto ao ponto: sim, é possível processar quem usou seu cartão e não pagou, mas existem detalhes importantes que você precisa saber.

Pela lei, o banco vai cobrar de você, titular do cartão, porque foi você quem assinou o contrato com a instituição financeira.

Ou seja: a dívida é sua até que você comprove que o valor foi gasto por outra pessoa e que havia um acordo de pagamento entre vocês.

Para cobrar judicialmente a pessoa que não pagou, o ideal é ter provas do empréstimo e do acordo.

Mensagens de WhatsApp, e-mails, transferências bancárias, recibos, testemunhas que comprovem o combinado…

Quanto mais provas, melhor!

Passo a passo para processar quem não pagou o cartão emprestado

  1. Reúna todas as provas (prints de conversas, comprovantes de compra, depósitos, áudios, testemunhas, etc).
  2. Tente um acordo amigável: converse com a pessoa e explique a gravidade do problema.
  3. Registre um Boletim de Ocorrência se desconfiar de má-fé ou fraude.
  4. Procure um advogado (pode ser pela Defensoria Pública se não puder pagar).
  5. Entre com ação de cobrança ou ressarcimento, mostrando que houve o empréstimo e o não pagamento.

Importante: só é possível processar se houver provas mínimas.

Sem documento ou mensagem, a palavra de um contra o outro dificulta muito a vitória na justiça.

Responsabilidade do titular do cartão: entenda o que a lei diz

Segundo o Código de Defesa do Consumidor e a legislação bancária, quem responde legalmente pela dívida é sempre o titular do cartão.

O banco não é obrigado a aceitar que a dívida foi feita por terceiros, mesmo se você provar.

Por isso, caso a pessoa não pague, o banco pode negativar seu nome, cobrar judicialmente, aumentar juros e tomar outras medidas.

A justiça, porém, pode reconhecer o direito do titular de ser ressarcido pelo prejuízo, caso fique comprovado o empréstimo e o não pagamento.

Por isso, guardar qualquer tipo de acordo, mensagem ou recibo é fundamental!

Quando o empréstimo do cartão pode ser considerado crime?

Em algumas situações, emprestar cartão de crédito pode configurar crime, especialmente se for usado para fraudes, golpes ou para “limpar” nome de terceiros de forma irregular.

Em geral, para quem apenas emprestou de boa-fé, não há crime, mas usar o cartão de outra pessoa sem autorização é estelionato.

Se desconfiar de golpe, faça boletim de ocorrência imediatamente.

O que fazer se meu nome ficou sujo por causa do empréstimo do cartão?

  • Entre em contato com o banco para negociar a dívida e tentar condições melhores.
  • Explique a situação e envie provas do que aconteceu, se tiver.
  • Consulte órgãos como Procon ou Defensoria Pública para orientação e possíveis medidas legais.
  • Se possível, pague o mínimo para não ficar inadimplente, enquanto resolve judicialmente a cobrança ao terceiro.
  • Evite fazer novos empréstimos ou financiamentos até resolver a situação.

Como agir

  • Nunca empreste seu cartão, senha ou aplicativo bancário a terceiros, mesmo para familiares.
  • Se decidir emprestar, faça contrato escrito ou mensagens detalhadas do acordo de pagamento.
  • Evite acordos verbais, pois são difíceis de provar depois.
  • Estabeleça limite de valor e datas para pagamento.
  • Guarde todos os comprovantes de compra, mensagens e pagamentos.

Documentos servem como prova se precisar processar

Para entrar com ação e tentar reaver seu dinheiro, quanto mais provas, melhor!

Veja o que pode ser usado:

  • Prints de conversas (WhatsApp, SMS, e-mail) sobre o empréstimo e pagamento combinado
  • Recibo assinado ou mensagem confirmando valores
  • Testemunhas que presenciaram o acordo
  • Comprovante bancário de transferência ou depósito feito pela pessoa

Direitos do titular x caminhos para resolver a dívida

Situação Direitos do titular Como agir
Emprestou e não recebeu Pode cobrar judicialmente o devedor Provas, buscar acordo, acionar justiça
Nome negativado Negociar com o banco, limpar nome Pagar mínimo, negociar, órgãos de defesa
Fraude ou golpe Boletim de ocorrência, ressarcimento Registrar B.O., acionar polícia e justiça

Checklist rápido para quem emprestou o cartão e ficou no prejuízo

  • Reúna todas as mensagens, recibos e comprovantes
  • Tente resolver amigavelmente
  • Se não funcionar, faça B.O. (em caso de golpe)
  • Busque orientação no Procon ou Defensoria
  • Considere ação judicial de cobrança/ressarcimento
  • Negocie com o banco para evitar que seu nome fique sujo

Aprenda com o erro, proteja seu nome e compartilhe informação!

Emprestar o cartão de crédito pode parecer um favor, mas as consequências são sérias quando a pessoa não paga.

Agora que você já sabe que é possível processar, como agir, quais documentos reunir e quais órgãos procurar, pense duas vezes antes de se arriscar.

Informação é a melhor proteção! Por isso, compartilhe este conteúdo para que mais pessoas não caiam nessa cilada.

Se ficou alguma dúvida, busque orientação com um advogado ou procure o Procon da sua cidade. E nunca esqueça: seu nome é seu maior patrimônio!