Bancos Digitais abrem Concorrência com Grandes Marketplaces do Mercado

A fim de economizar o tempo dos usuários e chamar atenção dos consumidores, bancos digitais entraram na corrida para garantir que uma boa parcela da população usem cada vez mais seus serviços.

Bancos Digitais abrem Concorrência com Grandes Marketplaces do Mercado
Por: Da Redação em 20/01/2021

Na era atual, o tempo é o bem mais precioso e escasso do homem moderno. Assim, para garantir a sua parcela de participação na sociedade, os bancos têm buscado chamar atenção dos clientes de todas as formas possíveis.

Eles estão deixando os limites da definição de seu segmento e abrangendo serviços que antigamente eram exclusivos a outros setores. Há dez anos era impensável entrar num banco e comprar uma geladeira, no entanto, hoje com a criação dos aplicativos serviços antes exclusivos do setor varejista são oferecidos por bancos digitais. Instituições financeiras, como o Banco Inter, estão aumentando as oportunidades de serviços oferecidos em seus aplicativos a fim de “poupar o tempo do cliente”.

As instituições financeiras estão procurando ir além do mundo das finanças, inserindo seus aplicativos lojas virtuais (as chamadas marketplaces), com o intuito de fidelizar o seu cliente, oferecendo em um único lugar um modo de economizar o seu bem mais precioso: o tempo.

Recentemente, o BTG Pactual anunciou sua parceira com a Mosaico, empresa dona do Zoom e do Buscapé, entre os acordos firmados, as duas empresas vão desenvolver juntas um marketplace. Não é a primeira vez que uma instituição financeira oferece esse serviço, desde 2020, o banco Inter oferece em seu aplicativo acesso a 272 lojas, nas quais os clientes podem encontrar desde livros a material de construção. É claro que eles não pararam por aí, o CEO do Inter, João Vitor Menin, disse que eles estão trabalhando para lançar ainda no primeiro semestre de 2021, um serviço de telefonia e de entregas no aplicativo do banco.

Não são somente os bancos que estão diversificando sua área de atuação; varejistas, aplicativos de entrega, operadoras de telefonia e qualquer outro segmento que tenha uma base expressiva de clientes iniciaram antes esta busca pela diversificação, oferecendo aos seus clientes, geralmente, produtos financeiros. Há bastante tempo, o Mercado Livre investiu em uma conta digital, Mercado Pago; a Magazine Luiza oferecer serviços de pagamentos através do MagaluPay; a Via Varejo conta com Banqi; e a B2W, a Ame Digital. Esses investimentos pretendem garantir que o cliente não necessite sair do aplicativo para encontrar soluções.

Aplicativos de entrega, como o Rappi e o Ifood, também estão de olho no novo mercado. Recentemente, o Rappi criou o RappiBank e o Ifood lançou uma conta digital gratuita para donos de restaurantes.

Os varejistas possuem um contato mais próximo com o cliente, eles têm um leque de serviços não financeiros para oferecer ao consumidor e podem oferecer descontos para estimular outros serviços, como o financeiro, e fidelizar o cliente. Tudo isso fez com os bancos perdessem o monopólio dos serviços financeiros mais básicos, como poder oferecer uma conta e conceder empréstimos, fazendo com eles avancem para soluções não financeiras.

Com a criação do Pix e do open banking, é possível que os superaplicativos das varejistas incomodem os grandes bancos. Por isso, eles irão precisar se reinventar se quiserem continuar competitivos no mercado.

E eles podem se valer de uma vantagem, já que possuem uma base de dados atualizada e ativa de clientes e os seus aplicativos estão presente na maioria dos celulares dos brasileiros. Eles têm acesso a informação financeiras seguras e confiáveis, podendo oferecer ao consumidor oportunidades que cabem em seu orçamento.

O presidente da SBVC destaca que empresas como o Magazine Luiza e o Mercado Livre já disputam de igual para igual com grandes instituições financeiras em valor de mercado. “Se for para apostar em quem deve engolir quem, é preciso levar isso em consideração”, avalia.

Maxnaun Gutierrez, responsável pela área de produtos e pessoa física do banco c6 Bank, acredita que os bancos é muito mais fácil inserir no setor varejista que o contrário, pois o mercado financeiro é muito mais complexo e depende de vários setores reguladores. Por isso, ele não acredita que um dispute com o outro, mas acredita que as instituições financeiras estão disputando entre si, para ver quem oferece a melhor experiência ao cliente.

Os bancos tradicionais também começam a se movimentar nesse sentido, apesar de o movimento ainda ser tímido. Contudo, com as grandes mudanças que estão ocorrendo na forma como o brasileiro lida com o digital, eles devem se colocar de maneira mais incisiva nesse novo modelo de negócios.

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