Quanto o YouTube paga por visualização e como realmente funciona a monetização

Descubra quanto um criador pode ganhar no YouTube e o que influencia esse valor

Por: Gustavo Marlieri em 26/11/2025
Tempo de Leitura: 6 minutos
mulher olhando no celular Quanto o YouTube paga por visualização

Você já se perguntou quanto o YouTube paga por visualização? Essa é uma dúvida comum entre quem pensa em criar um canal ou já publica vídeos e quer entender se é possível transformar conteúdo em renda.

A verdade é que não existe um valor fixo, mas sim uma série de fatores que influenciam o quanto um criador pode ganhar.

Neste artigo do Plusdin, você vai entender como funciona o sistema de monetização da plataforma, o que determina os valores e como aumentar seus ganhos de forma inteligente.

Como o YouTube paga os criadores de conteúdo

O YouTube recompensa os criadores por meio do Programa de Parcerias, que permite a monetização de vídeos a partir da exibição de anúncios.

Para participar, é preciso cumprir requisitos mínimos, como ter 1.000 inscritos e 4.000 horas de exibição nos últimos 12 meses ou 10 milhões de visualizações em Shorts.

Quando o canal é aprovado, ele começa a receber pelos anúncios exibidos nos vídeos. Existem várias fontes de receita possíveis:

  • Anúncios (vídeos curtos, banners e mid-rolls);
  • Assinaturas do YouTube Premium, que repassam parte da mensalidade ao criador;
  • Super Chats e Super Thanks, usados em transmissões ao vivo;
  • Clube de Canais, com assinaturas pagas pelos seguidores.

Mas como calcular quanto realmente se ganha? É aí que entram duas métricas importantes: CPM (Custo por Mil Impressões) e RPM (Receita por Mil Visualizações).

Enquanto o CPM mostra quanto os anunciantes pagam, o RPM representa quanto o criador efetivamente recebe após a fatia do YouTube (em torno de 45%).

Por exemplo: se o seu canal tem RPM de US$ 2, isso significa que a cada 1.000 visualizações monetizadas, você ganha aproximadamente US$ 2.

Quanto o YouTube paga por visualização em 2025

Em 2025, o valor médio pago pelo YouTube varia bastante. De forma geral, um canal pode receber entre US$ 2 e US$ 12 por mil visualizações – o que equivale a US$ 0,002 a US$ 0,012 por visualização.

Isso significa que para ganhar US$ 100, um vídeo precisaria ter algo entre 10 mil e 50 mil visualizações monetizadas, dependendo do nicho e da audiência.

No Brasil, o cenário costuma ser mais modesto: a média gira entre R$ 4 e R$ 8 por mil visualizações, segundo especialistas do setor.

O motivo é simples: o CPM brasileiro é menor porque o valor pago pelos anunciantes locais costuma ser inferior ao de mercados como Estados Unidos e Europa.

Ainda assim, canais de nicho podem ter ganhos acima da média.
Por exemplo:

  • Um canal de entretenimento pode ter um CPM mais baixo, em torno de R$ 3 ou R$ 4.
  • Já um canal de finanças ou tecnologia pode alcançar R$ 15 a R$ 20 por mil visualizações, dependendo da segmentação do público.

Essa diferença existe porque o mercado publicitário valoriza temas ligados a investimentos, negócios e tecnologia, já que os anunciantes desses setores pagam mais para atingir públicos específicos e com maior poder aquisitivo.

Fatores que influenciam o valor pago pelo YouTube

O quanto o YouTube paga por visualização depende de diversas variáveis. Os principais fatores são:

1. Nicho do canal:

Canais sobre finanças, investimentos, marketing e tecnologia têm anúncios com valores mais altos, pois as empresas disputam espaços publicitários nesses temas.

2. Localização do público:

Um vídeo visto por um usuário nos Estados Unidos gera mais receita do que o mesmo vídeo visto no Brasil, devido ao maior poder de compra dos anunciantes.

3. Tipo de anúncio e duração do vídeo:

Vídeos longos (com mais de 8 minutos) podem ter anúncios mid-roll, ou seja, comerciais inseridos no meio do vídeo, o que aumenta o total recebido.

4. Engajamento e retenção:

O YouTube prioriza conteúdos que mantêm o público assistindo até o final. Maior tempo de exibição = mais oportunidades de exibir anúncios = mais dinheiro.

5. Época do ano:

Nos meses de novembro e dezembro, durante a Black Friday e o Natal, os anunciantes aumentam seus orçamentos e o CPM dispara.

Esses fatores mostram que o segredo não está apenas em gerar visualizações, mas em construir uma audiência engajada e segmentada, com vídeos que realmente prendem a atenção do público.

É possível viver de YouTube?

Sim, é totalmente possível viver de YouTube – mas é preciso planejamento, paciência e constância.

Muitos criadores de sucesso começaram com zero inscritos e, ao longo do tempo, construíram comunidades sólidas.

O segredo é entender que o YouTube é um negócio de médio a longo prazo, não um esquema de ganhos rápidos.

Além dos ganhos com anúncios, quem trabalha de forma estratégica diversifica as fontes de renda:

  • Parcerias com marcas;
  • Venda de produtos e cursos;
  • Marketing de afiliados;
  • Conteúdo patrocinado.

Essas estratégias permitem gerar receita mesmo quando o CPM está baixo.

O Plusdin, por exemplo, destaca sempre a importância de educação financeira e planejamento de longo prazo, inclusive para quem vive de conteúdo digital.

Dicas para aumentar seus ganhos no YouTube

Se você quer melhorar seus resultados e receber mais do que a média, siga algumas boas práticas:

Crie vídeos mais longos:

Conteúdos com mais de 8 minutos permitem adicionar vários anúncios, elevando o RPM.

Escolha nichos rentáveis:

Fale sobre temas valorizados por anunciantes, como finanças, tecnologia, carreira ou produtividade.

Invista em títulos e miniaturas atrativos:

Eles aumentam o clique e o tempo de retenção – fatores que o algoritmo valoriza.

Mantenha consistência:

Postar com regularidade ajuda a construir uma audiência fiel e aumenta as chances de vídeos virais.

Diversifique a monetização:

Explore o YouTube Premium, Super Chat, Clubes de Canais e até links de afiliados. Quanto mais fontes de receita, menor o impacto das variações no CPM.

Perguntas frequentes sobre quanto o YouTube paga por visualização

1. O YouTube paga por cada visualização?

Não. Ele paga apenas pelas visualizações que geram anúncios. Se o usuário pular ou bloquear o anúncio, aquela view não é monetizada.

2. Quanto o YouTube paga por 1.000 visualizações no Brasil?

O valor médio fica entre R$ 4 e R$ 8, podendo chegar a R$ 20 em nichos mais valorizados.

3. Quais são os nichos que mais pagam no YouTube?

Finanças, marketing digital, tecnologia e educação lideram o ranking de CPM mais altos.

4. É possível ganhar dinheiro com Shorts?

Sim, mas os ganhos são menores. O pagamento é baseado em engajamento e distribuição de receita global.

5. O YouTube paga em reais ou em dólar?

Os pagamentos são feitos em dólar pelo Google AdSense, mas chegam convertidos em reais na conta bancária do criador.

6. Quantas visualizações preciso para ganhar R$ 1.000?

Com um RPM médio de R$ 5, seria necessário cerca de 200 mil visualizações monetizadas para atingir esse valor.

Em caso de dúvidas, recomendamos consultar a central de ajuda do YouTube.

Entendendo o valor real por trás das visualizações

No fim das contas, o que mais importa não é quantas visualizações você tem, mas quem está assistindo e como interage com seu conteúdo.

Um canal com público fiel e vídeos de alta retenção pode faturar mais do que outro com milhões de views, mas pouco engajamento.

O YouTube é uma plataforma poderosa para quem sabe unir criatividade, estratégia e consistência.

E, como destaca o Plusdin, quanto mais o criador entende de educação financeira e monetização digital, maiores são as chances de transformar o canal em uma fonte de renda estável e crescente.

Se você tem um projeto, comece agora – estude seu público, escolha um nicho rentável e produza vídeos de qualidade.

Afinal, no YouTube, o conhecimento e a autenticidade valem tanto quanto as visualizações.

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