Seguro incêndio: o que é e como funciona

Por: Ariane Terrinha em 26/07/2021
seguro incêndio

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos da Eletricidade (Abracopel), mais de 50% dos incêndios ocorridos em casas ou apartamentos, em 2020, aconteceram por conta de sobrecarga no sistema elétrico. Por isso, além de fazer as manutenções preventivas na rede elétrica, é muito importante fazer um seguro incêndio. 

Independente do tipo de imóvel, o seguro incêndio é sempre bem vindo, afinal, trata-se de uma segurança a mais em caso de ter que reformar ou reconstruir o local atingido.

Incêndios, aliás, podem se transformar em verdadeiras tragédias como a que aconteceu com a Boate Kiss, em 2013, no Rio Grande do Sul, ou mais recentemente, em 2018,  em um prédio no Largo do Paissandu, em São Paulo, que veio abaixo com as chamas.  

Embora não obrigatório para residências, o seguro incêndio é recomendável, pois, com o seguro é possível ter o reembolso do que foi perdido no meio do fogo. Empresas também são obrigadas a ter um seguro de incêndio de seus bens móveis e imóveis.

No caso de condomínios e prédios de apartamento, o seguro incêndio é obrigatório. Mas não pense que só por morar em prédio com condomínio, seu imóvel está segurado. O seguro de condomínios e prédios é só para as áreas comuns. Portanto, vale a pena ter um seguro próprio do imóvel, com cobertura de incêndio.

Seguro incêndio e seguro residencial

Muita gente tem dúvidas a respeito das diferenças entre seguro incêndio e seguro residencial. Embora tratem de proteção extra para um imóvel, são coisas distintas.

No caso do seguro incêndio, dependendo do modelo e da cobertura contratada (básica ou versão mais completa), o contratante do seguro terá o reembolso do material perdido durante o incêndio. Como o próprio nome diz, o seguro é só para casos de incêndio, ocorridos de forma involuntária.

Já os seguros residenciais têm vários tipos de cobertura, a depender da seguradora. Algumas opções cobrem inclusive incêndio, queda de raio dentro do terreno do imóvel do segurado, explosão de qualquer natureza e até queda de aeronave. 

Outros, no entanto, também oferecem serviços emergenciais extras como chaveiro, encanador ou eletricista, por exemplo, além de proteção contra fenômenos da natureza, como queda de árvore por conta de vendavais, chuva de granizo, etc.

É importante ressaltar que qualquer seguro é uma proteção e um investimento. Não é um gasto aleatório. Ademais, os seguros de incêndio, por exemplo, podem ser muito mais acessíveis do que você imagina. Vai depender do tipo de cobertura e também da seguradora que você escolher. 

Inquilino tem que arcar com o seguro incêndio?

Conforme a Lei 8.245, de 18 de outubro de 1991, conhecida como Lei do Inquilinato, que versa sobre locações de imóveis urbanos, o locador é responsável pelo pagamento de impostos, taxas e seguro de incêndio, salvo se o contrato de locação determinar o contrário.

Porém, nossa legislação permite que os contratos de aluguel contenham cláusulas que responsabilizem o locatário do imóvel pelo pagamento de seguro contra incêndio. Então, se você for o locatário e estiver no seu contrato de aluguel a necessidade de contratação do seguro incêndio, você vai precisar arcar com esse custo. 

Pesquise antes de contratar o seguro incêndio

Como outros produtos de consumo, sempre vale a pena fazer uma boa pesquisa para adquirir um seguro incêndio. Existem boas empresas no mercado como a Porto Seguro, Bradesco Seguros, Mapfre e Tokio Marine, entre outras.

No momento de contratar o seguro, você deve ficar atento à apólice e avaliar se o produto oferecido atende, de fato, às suas necessidades. 

Analise as coberturas e verifique quais são as melhores para o seu caso, tendo em mente, também, quais são seus bens e o valor aproximado deles, no caso de precisar repor esses equipamentos.

Entre os benefícios de ter um seguro estão economia, garantia de reembolso, redução de riscos e segurança e tranquilidade!

Mesmo com seguro incêndio, tome precauções 

Embora ter um seguro incêndio seja uma excelente proteção para o imóvel, é fundamental tomar cuidados no dia a dia. Prevenção é palavra de ordem e ninguém quer, por mais que tenha um seguro, que a casa, empresa, escritório pegue fogo, não é mesmo?

O Corpo de Bombeiros dá algumas dicas importantes para diminuirmos os riscos de incêndio nos ambientes.

Em casa:

  • Não sobrecarregue as instalações elétricas com a utilização do plugue T (benjamim). Eles são um verdadeiro perigo e podem provocar incêndios ou curto-circuitos;
  • Verifique periodicamente se os fios estão bem isolados. Ao sair para viagem, desligue a chave geral de luz;
  • Não faça ligação direta nem reforce os fusíveis. Quando eles se queimam é porque há sinais de perigo e é necessário revisão das instalações elétricas;
  • Tenha cuidado com equipamentos elétricos, as estatísticas indicam que a grande maioria dos incêndios têm origem na eletricidade.

Cuidado com o gás, cigarro e ferro

  • Caso sinta cheiro de gás no ambiente, tome cuidado; não risque fósforos nem acenda a luz. Abra imediatamente as portas e janelas para que ventile;
  • Quando baterem à porta, o telefone chamar ou um imprevisto solicitar a sua presença, nunca deixe o ferro de passar roupa ligado;
  • Não fume na cama. O sono não espera o cigarro apagar e isso pode provocar um incêndio;
  • Não deixe cortinas compridas ou tapetes sobre fios elétricos, e nem passe os fios atrás de móveis.

No escritório:

  • Não sobrecarregue os circuitos elétricas;
  • Desligue todo equipamento elétrico da tomada, ao término do expediente;
  • Não permita que fios elétricos cruzem a passagem, pois, ao serem pisados, terão a capa protetora comprometida;
  • Equipamentos elétricos aquecidos indicam problemas; chame um eletricista ou zelador;
  • Não deixe lâmpadas acesas encostadas em papéis, nem próximas a eles;
  • Verifique se o conteúdo dos cinzeiros está apagado antes de esvaziá-los nos restos de lixo;
  • Evite sobrecarregar a fiação elétrica, ligando vários aparelhos numa só tomada;
  • Não faça nem autorize que se façam instalações elétricas provisórias.

Na Indústria:

  • Não guarde estopas nem trapos impregnados de óleo, de cera ou de outros combustíveis;
  • Conserve combustíveis e inflamáveis em recipientes próprios, fechados, em ordem e devidamente rotulados;
  • Não jogue no esgoto. Líquidos Inflamáveis e combustíveis se inflamam facilmente e poderão produzir explosão;
  • Não faça instalações elétricas de emergência, porque elas sobrecarregam o circuito, provocando aquecimento e fogo;
  • Por ocasião de serviços de corte e solda, peça auxílio à segurança para preparar o local;
  • Utilize um sistema de permissões e precauções para os trabalhos de corte e solda.