Quando as parcelas do financiamento começam a pesar mais do que deveriam, renegociar a dívida pode ser a saída para colocar tudo em ordem.
Além de evitar que a dívida saia do controle, essa alternativa também ajuda a proteger o bem financiado, como o carro ou a moto, e a reduzir o estresse que vem junto com os atrasos.
A boa notícia é que existem diferentes formas de renegociar ou até quitar um financiamento em atraso. A má notícia? Se não tiver atenção, dá pra trocar um problema por outro ainda maior.
Quer entender tudo sobre renegociação de financiamento e fazer isso do jeito certo? Então continue lendo este artigo!
O que é renegociação de financiamento?
Renegociar um financiamento nada mais é do que rever as condições do contrato quando pagar as parcelas ficou difícil.
E isso acontece mais do que a gente imagina. A vida muda, imprevistos surgem, como perda de emprego, redução de renda, problemas de saúde ou até uma despesa inesperada, e o que antes cabia no orçamento passa a não caber mais.
Por isso, bancos e financeiras costumam aceitar renegociações. Para eles, é melhor receber o valor, mesmo que de forma ajustada, do que lidar com inadimplência.
Quem pode pedir a renegociação?
Na maioria das instituições financeiras, a renegociação é permitida quando já existem parcelas em atraso. Algumas, inclusive, aceitam renegociar antes de o cliente se tornar inadimplente.
Vale conferir o contrato com atenção, porque muitas vezes essa possibilidade já está prevista ali. Se surgir qualquer dúvida, procure o banco, a financeira ou até um advogado.
Como saber se a nova proposta realmente vale a pena?
Aqui é onde muita gente se enrola. Antes de aceitar a renegociação, analise todos os detalhes da proposta. Não olhe apenas para o valor da parcela.
Confira:
- o Custo Efetivo Total (CET);
- a nova taxa de juros;
- o valor final que será pago ao longo do contrato.
Às vezes, a parcela fica menor, mas o financiamento acaba saindo bem mais caro no final.
Leia tudo com atenção, inclusive as famosas letras miúdas. Se perceber algo estranho ou abusivo, procure o Procon ou um advogado antes de assinar.
4 formas mais comuns de renegociar um financiamento
As opções variam de acordo com a instituição, mas essas são as mais comuns:
1) Refinanciamento

Você troca o contrato atual por outro, com novas condições. As parcelas atrasadas entram no saldo devedor, que é redistribuído em um novo parcelamento, geralmente com mais parcelas e valor mensal menor.
2) Portabilidade de crédito

A dívida é transferida para outro banco que ofereça juros menores ou melhores condições. A nova instituição quita o financiamento antigo e cria um novo contrato.
3) Transferência da dívida

Nesse caso, o bem financiado é vendido, e outra pessoa assume o financiamento. A instituição precisa aprovar essa troca.
4) Entrega amigável

Você devolve o bem à instituição para quitar a dívida. O item precisa estar em bom estado, e o banco deve aceitar essa devolução.
Tem como diminuir o valor da parcela de um financiamento?
Sim, tem, e em muitos casos isso é totalmente possível.
Diminuir o valor da parcela geralmente acontece quando o banco aceita alongar o prazo de pagamento, reduzir juros ou reorganizar a dívida de uma forma mais compatível com a sua renda atual.
Isso pode ser feito por meio da renegociação direta, refinanciamento ou até pela portabilidade de crédito para outra instituição com condições melhores.
Mas atenção: parcela menor não pode significar dívida maior no final. Antes de aceitar, confira o CET (Custo Efetivo Total) e faça as contas para entender quanto realmente será pago até o fim do contrato.
Vale a pena fazer acordo com o banco?
Na maioria das situações, sim, principalmente se a alternativa for continuar acumulando juros, multas e arriscar perder o bem financiado.
Os bancos preferem negociar a deixar a dívida virar inadimplência total. Por isso, muitas vezes é possível conseguir descontos, redução de encargos ou parcelas mais acessíveis.
Ainda assim, vale reforçar: nem todo acordo é bom só porque “resolve agora”.
Antes de fechar qualquer negociação, analise:
- se o valor da nova parcela cabe no seu orçamento;
- se o prazo não ficou longo demais;
- se os juros não aumentaram muito o custo final.
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Antes de tudo, analise a sua situação com calma e coloque tudo no papel.
O primeiro passo é entender de onde vem essa dívida: financiamento, juros acumulados, atraso de parcelas ou renegociações anteriores.
Depois disso, organize tudo:
- valor total da dívida;
- parcelas em atraso;
- juros e multas;
- quanto você consegue pagar por mês sem se endividar ainda mais.
Com essas informações em mãos, procure o banco para negociar.
Se o acordo direto não funcionar, vale avaliar:
- portabilidade de crédito;
- refinanciamento;
- ou até ajuda especializada para negociação de dívidas.
O mais importante é agir o quanto antes. Quanto mais o tempo passa, maior a dívida fica e mais difícil se torna sair do vermelho.
Quanto antes resolver a sua dívida com o banco, melhor!
Parcelas em atraso acumulam juros todos os dias. Quanto mais você demora, maior a bola de neve. Resolver cedo é sempre o caminho mais inteligente.
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E se ainda restarem dúvidas, aqui no Plusdin você encontra um guia completo para renegociar dívidas com o banco, de forma clara e segura.




