Financiamento para autônomos: saiba tudo sobre o serviço

Entenda para que serve o financiamento para autônomos e quais os principais formatos

Por: Graziely Rammos em 24/04/2021
financiamento para autônomos

A compra de bens materiais tem custo elevado e nem sempre há dinheiro suficiente para o pagamento à vista. Por isso, cada vez mais profissionais liberais buscam por opções definanciamento para autônomos

Tal como o serviço para pessoas físicas, há formatos e regras para ter acesso ao serviço. Para esclarecer suas dúvidas, preparei esse texto com tudo sobre financiamento para autônomos. Acompanhe. 

O que é e para que serve um financiamento para autônomos?

Trata-se de um serviço financeiro contratado para a aquisição de bens de alto valor, como imóveis, por exemplo. Em outras palavras, é uma espécie de empréstimo, porém com regras específicas e valores variáveis. 

Ele é concedido por uma instituição financeira, onde o contratante se compromete a quitar o valor dentro de um período. Tal como as linhas de crédito, o financiamento para autônomos agrega o pagamento de juros embutidos nas parcelas e taxas. 

A diferença do financiamento para um empréstimo convencional é que o bem adquirido fica como garantia para casos de inadimplência. Isso significa que se você deixar de pagar as parcelas, o bem pode ser tomado pelo banco como uma forma de reaver o valor emprestado. 

No empréstimo, normalmente, isso não acontece, exceto para a opção com garantia. Neste caso, a concessão do valor ocorre com a garantia de um bem, categoria conhecida como penhor. 

Os financiamentos são uma forma de comprar algo que não é possível à vista, devido ao valor elevado. Por isso, além dos imóveis, também é possível solicitá-lo para a compra de veículos, reformas, estudos e diversos outros objetivos. 

Tipos de financiamento para autônomos

Assim como existem diversos objetivos que podem gerar um financiamento, há formatos distintos do serviço. Você conhece a seguir quais são as modalidades e as principais características de cada um. 

CDC

Essa é uma opção voltada para a compra de veículos através do financiamento, sendo uma das mais utilizadas. 

A principal característica do CDC é que o automóvel fica alienado pela instituição financeira. Isso quer dizer que o bem só será seu de fato quando terminar de pagar pelo financiamento para autônomos. 

Leasing

O leasing é outra modalidade usada para a aquisição de veículos, porém com aspectos diferentes do CDC. No caso, o bem é seu desde o início, o que implica em uma taxa de juros mais alta por esse fator. 

Quando o banco mantém o automóvel alienado, ele tem a certeza de que aquele valor emprestado não será perdido. Caso o cliente não pague pelo que contratou, ele pode tomá-lo, afinal ele está pagando para utilizá-lo até que o financiamento seja quitado. 

Nesta modalidade, o carro também pode entrar em busca e apreensão pela inadimplência, porém as garantias são menores para a instituição. 

Consórcio

Outra alternativa de financiamento para autônomos são os consórcios, modalidade que apresenta juros mais acessíveis. 

Esse formato apresenta uma carta de crédito com pagamento mensal em um valor determinado dentro de um período específico. O diferencial dessa opção é que ela é feita em grupo para pessoas com o mesmo objetivo e todos pagam valores iguais.

Por isso, no consórcio são realizados sorteios mensais entre os participantes deste grupo, onde todos têm chances iguais de contemplação. Se der sorte, ele terá acesso ao valor contratado pela carta antes de terminar o parcelamento. 

Com a contemplação, o consorciado pode adquirir o bem ou serviço desejado, e continua pagando as mensalidades até finalizá-las. 

Existe ainda a possibilidade de aumentar as chances no sorteio, adiantando as parcelas do consórcio, no que conhecemos como lance. 

Os consórcios são utilizados por uma infinidade de objetivos, muito além da compra de imóveis e veículos. Ele pode, por exemplo, ser específico para serviços, como eventos, viagens e até mesmo tratamentos estéticos. 

Imobiliário

Uma das opções mais usadas pelos brasileiros é o financiamento imobiliário que, como o nome já mostra, é para a compra de imóveis. 

Esse formato permite a compra de casas, apartamentos e terrenos para quem deseja sair do aluguel ou investir. Possui regras específicas, inclusive para facilitar o pagamento do financiamento para autônomos. 

O crédito imobiliário permite o uso do fundo de garantia (FGTS) para a entrada, por exemplo, algo que não é possível para os automóveis. Outro fator que o diferencia é que o imobiliário costuma ter taxa de juros menores comparada ao que é aplicado para os veículos.

Como comprovar renda no financiamento para autônomos?

Uma das regras para quem deseja contratar um financiamento é a comprovação de renda. É desta forma que os bancos analisam se o interessado consegue pagar por aquele empréstimo e se representa algum risco. 

Os profissionais autônomos não possuem vínculo empregatício, o que significa que não atuam no regime CLT. Desta forma, a comprovação de renda se torna uma grande preocupação para quem atua na categoria. 

Fique tranquilo quanto a isso, porque não só é possível solicitar financiamento para autônomos, como também dá para comprovar seus ganhos. A seguir, listei algumas formas que podem servir. 

Declaração de imposto de renda (IR)

Para quem é autônomo, a solução para comprovar a renda pode ser o IR. Esse documento é uma declaração anual que registra os ganhos e despesas para a Receita Federal. 

O Imposto de Renda é uma alternativa bastante completa comparado a outras que irão aparecer por aqui.

Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore)

Os profissionais autônomos não possuem um comprovante direto de renda, como o holerite para quem atua no regime CLT. Mas, há documentos específicos que podem apresentar a receita, caso do Decore. 

Essa declaração existe desde 2000 e foi criada justamente para comprovação de renda desses profissionais. A emissão é feita por contadores que realizam um levantamento de todos os seus ganhos, utilizando o IR, contratos de prestação de serviços e outros documentos. 

Extratos bancários

Outro formato muito usado como comprovante de renda são os extratos bancários que reúnem todas as movimentações em conta. Neste caso, é necessário que o trabalhador liberal tenha uma conta em banco. 

A maioria das instituições aceita esse documento ao solicitar financiamento para autônomos. 

É importante que o extrato apresente movimentações no período mínimo de 6 meses. Vale tanto para contas correntes, como também para poupança, incluindo as opções digitais de ambas. 

Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA)

O RPA, como o nome indica, é um comprovante de pagamento e serve como documento para comprovar renda. Ele é um recibo gerado para a prestação de serviços quando o trabalhador é informal, ou seja, não tem empresa formalizada. 

Basicamente, o RPA tem a mesma função da Nota Fiscal, porém é emitido para pessoas físicas.

Formalização do negócio

Você também tem a opção de formalizar o seu negócio através da abertura do CNPJ para microempreendedores individuais (MEI). 

Com a formalização, o profissional liberal tem acesso a mais opções de serviços financeiros, como o financiamento de autônomos. Além disso, ele terá meios de comprovar seus ganhos, o que facilita para a concessão de crédito. 

Atualmente, existem mais opções de financiamento e crédito para profissionais autônomos, com regras que facilitam a contratação. Deste modo, ter o negócio formalizado funciona como vantagem para o trabalhador. 

Quer contratar financiamento para autônomos mas tem dúvidas sobre essa possibilidade? Deixe sua dúvida nos comentários que a equipe do Plusdin irá te orientar sobre. 

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