Fundo de reserva no consórcio: o que é e pra que serve?

Por: Ariane Terrinha em 16/08/2021
fundo de reserva de consórcio

Certamente você já considerou a ideia de entrar em um consórcio, seja de um imóvel ou automóvel.

Mas, você sabia que o valor pago por aqueles que optam por esse caminho é composto por várias taxas,? Pois é, caso você esteja pensando nisso, deve ficar atento a cada pedaço do total para não ser pego de surpresa pelo valor da parcela.

Se você está se perguntando a que se referem essas tais taxas, não se preocupe que nós te dizemos: a grande maioria corresponde a cobranças que estruturam o chamado fundo de reserva de consórcio

Confira a seguir mais informações sobre esse assunto e aproveite para tirar todas as suas dúvidas sobre como utilizar o fundo de reserva no consórcio. Boa leitura!

O que é fundo de reserva em um consórcio? 

De forma bem simples, o fundo de reserva de consórcio é uma reserva financeira que é gerada por taxas adicionais cobradas nas parcelas. Todos os consorciados pagam essas cobranças adicionais. 

O dinheiro reunido acaba então sendo guardado e, em caso de necessidade, pode ser utilizado para cobrir gastos com emergências

A cobrança do fundo de reserva de consórcio está prevista no texto da Lei do Consórcio, que foi criada justamente para direcionar essa modalidade de negócio. 

Apesar de tudo, é importante destacar que essa é uma taxa facultativa, ou seja, o seu pagamento não é obrigatório a todos os consorciados. 

Assim, a sua cobrança só pode ser feita caso seja explicitada no contrato e o consorciado tenha ciência da mesma. 

Vantagens e desvantagens

Como qualquer situação envolvendo dinheiro, temos que avaliar as vantagens e desvantagens antes de tomar qualquer decisão. 

Veja a seguir os dois lados dessa história e saiba como o fundo de reserva no consórcio pode ser benéfico e quais malefícios ele traz:

Vantagens

Apesar de não ser obrigatório o pagamento da taxa para o fundo de reserva, a grande maioria das empresas do ramo escolhe fazer essa cobrança, justamente pelas inúmeras vantagens envolvidas, tais como:

  • Fim da dor de cabeça com despesas judiciais: quando uma despesa judicial surge de forma inesperada, nenhum consorciado precisa tirar dinheiro a mais – o fundo é capaz de cobrir os gastos;
  • Evita desequilíbrio financeiro: em casos onde algum consorciado esteja inadimplente, a administradora irá usar o fundo para garantir o recebimento da carta de crédito de maneira integral;
  • Retorno do valor: quando o valor do fundo não é utilizado, parcial ou totalmente, o que sobrou é dividido igualmente entre os consorciados;
  • Baixo custo: como vimos, o valor total é dividido pelas parcelas,
  • Mantém o bom funcionamento do grupo: a maior parte dos imprevistos financeiros que podem ocorrer nesses casos são cobertos pelo fundo.

Desvantagens

As desvantagens, nesse caso, praticamente não existem. Isso porque o fundo de reserva no consórcio é, como o próprio nome diz, deve ser usado apenas em casos especiais. 

Ou seja, a qualquer momento que for necessário fazer uso desse dinheiro para manter o consórcio funcionando, o fundo está lá. 

O único ponto que pode acabar desagradando algumas pessoas é o fato de aumentar o valor das parcelas mensais, entretanto, como vimos, esse valor é muito baixo quando comparado à segurança que o fundo fornece ao consorciado. 

Quem tem direito ao fundo de reserva do consórcio?

Quando um consórcio assume o compromisso de pagar o fundo de reserva, automaticamente todos os consorciados envolvidos passam a ter direito a esse benefício. 

Por serem todos pagantes e participantes do consórcio, o fundo contempla a todos. Entretanto, é preciso fazer uma ressalva e informar que, em caso de inadimplência, o consorciado perde o direito ao fundo. 

Veja aqui o que acontece quando o cliente desiste do consórcio.

Aprenda a calcular o fundo de reserva nas parcelas

Para calcular o valor do fundo que você deverá pagar nas parcelas mensais é muito simples. 

Normalmente, o custo da taxa para o fundo de reserva é proporcional ao custo da carta de crédito, ou seja, o valor não é absurdo e costuma girar em torno de 2% do custo total do consórcio. 

Se pegarmos como exemplo uma situação de uma carta de crédito de 100 mil reais, com 60 parcelas mensais e a taxa de fundo de reserva de 2% fica fácil de descobrir o valor da cobrança do fundo. 

Como o custo não é cobrado de uma vez só e sim diluído entre as parcelas, basta calcular o percentual mensal dividindo a taxa de fundo de reserva pelo número de meses. 

Nesse caso, teríamos 2% divididos ao longo dos 60 meses, equivalente a 0,033% ao mês. Dessa forma, o valor cobrado seria de aproximadamente R$ 33,00 a cada parcela. 

Como e quando recebo o fundo de reserva do meu grupo?

O fundo de reserva de consórcio, como dissemos, só é usado em situações de emergência. Entretanto, é preciso ter bem claro em mente quais são as emergências onde é possível fazer uso desse dinheiro

Os cenários previstos são os seguintes:

  • Falta de recursos no fundo comum;
  • Pagamento de seguro para cobertura de inadimplência de consorciados;
  • Quitação das despesas bancárias de responsabilidades do grupo;
  • Pagamento com despesas judiciais e extrajudiciais para recuperar créditos do grupo,
  • Contemplação por sorteio, desde que não prejudique o uso do fundo nos casos previamente citados. 

Quais são os riscos de fazer um consórcio sem fundo de reserva? 

De forma geral, foi possível entender que o fundo de reserva acaba sendo um custo totalmente justificável. Isso ocorre porque ele fornece uma segurança maior aos consorciados em inúmeras situações que podem ocorrer a qualquer grupo. 

Veja abaixo quais são elas e os riscos de não ter um fundo de reserva no consórcio nesses casos:

Fim do consórcio

Em casos onde despesas judiciais ou bancárias não foram quitadas por falta de pagamento, o consórcio pode ser suspenso. Realizar um consórcio sem um fundo de reserva pode terminar nessa situação. 

Inadimplência

Em casos onde um ou mais consorciados estão inadimplentes, o grupo todo acaba prejudicado. Quando existe o fundo de reserva, o consórcio consegue se manter mesmo em situações assim. 

Menos tranquilidade

Quando consorciado não tem a garantia de que seu investimento está seguro, acaba perdendo a tranquilidade. Permanecer em um investimento totalmente sem ter a garantia que ele irá continuar é horrível, não é mesmo?

Bom, tudo indica que o melhor caminho a ser seguido é contribuir para o fundo de reserva do consórcio. 

Além de toda a segurança oferecida, a parcela a mais por mês é tão pouca que vale a pena pagar entre R$ 30 e R$ 40 a mais apenas para evitar uma dor de cabeça maior. 

Agora que você já entendeu como funciona e para que serve o fundo de reserva, é possível decidir se vale a pena ou não entrar em um consórcio que exija esse pagamento.

Não deixe de colocar os prós e contras na mesa antes de tomar sua decisão, e conte com o Plusdin, se precisar de ajuda!

Redator: Alexandre Nogueira

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