Existe uma opção ainda mais barata: a Shineray Phoenix S, que parte de R$8.790. Porém, seus 47,9 cc fazem com que ela seja classificada oficialmente como ciclomotor, e não como motocicleta acima de 50 cc.
Por isso, para responder qual a moto mais barata do Brasil, é importante separar as duas categorias.
Qual a moto mais barata do Brasil em 2026?
Entre as motocicletas acima de 50 cc atualmente em linha, a Honda Pop 110i ES ocupa a primeira posição pelo preço sugerido de fábrica.
O modelo 2027 tem motor de 109,5 cc, potência de 8,43 cv, injeção eletrônica, partida elétrica e câmbio semiautomático de quatro marchas. A nova geração também recebeu rodas de liga leve e pneus sem câmara.
Logo atrás aparecem modelos da Shineray, como a Jet 125, anunciada por R$11.490, e a Rio 125 EFI, que parte de R$11.990.
E a Shineray Phoenix S?
A Phoenix S merece atenção porque seu preço é menor: R$8.790 mais R$880,99 de frete e seguro de frete, totalizando R$9.670,99 antes de outros gastos.
O ponto é que ela possui 47,9 cc. Pela regulamentação do Contran, veículos de duas ou três rodas com motor de combustão de até 50 cc e velocidade máxima de fabricação de até 50 km/h entram na categoria de ciclomotores.
Isso não significa que ela possa circular sem documentação. Ciclomotores precisam de registro, licenciamento, placa e habilitação ACC ou CNH categoria A.
Desde 1º de janeiro de 2026, a fiscalização dos veículos sem registro passou a seguir as regras de regularização previstas para a categoria.
A Shineray Worker 125 ainda é a moto mais barata?
Não. A Worker 125 aparece em páginas e rankings antigos, mas não consta atualmente entre as motocicletas oferecidas no catálogo vigente da Shineray.
Hoje, a linha de entrada da fabricante inclui modelos como Jet 125, Rio 125 EFI, Urban Lite e Jet 125 EFI.
Por isso, rankings que ainda colocam a Worker 125 como a moto 0 km mais barata do país podem estar usando informações antigas.
Ranking das motos mais baratas do Brasil em 2026
Considerando modelos acima de 50 cc em linha e os preços públicos divulgados pelas fabricantes, algumas das opções mais acessíveis são:
A Honda informa atualmente a Pop por R$10.588 e a Biz 125 por R$13.505. Já a Shineray divulga separadamente o preço e o frete de vários de seus modelos.
Os valores podem variar conforme cidade, concessionária, estoque e condições comerciais.
Preço anunciado não é o preço que você paga na concessionária
Encontrar o preço da moto mais barata do Brasil é apenas o primeiro passo. O valor necessário para sair rodando costuma ser maior.
Preço público sugerido
O preço apresentado no site da fabricante funciona como referência. A própria Honda informa que os valores podem variar conforme região e que o frete não está incluído no preço da Pop 110i ES.
Na Shineray, a situação fica mais clara porque alguns modelos já exibem o frete separadamente.
A Jet 125, por exemplo, custa:
R$11.490 + R$880,99 de frete e seguro de frete = R$12.370,99.
Já a Rio 125 EFI passa de R$11.990 anunciados para R$12.870,99 com o frete informado pela fabricante.
Emplacamento e documentação também entram na conta
Além do valor da moto e do frete, considere despesas como:
- Primeiro emplacamento;
- Placa;
- Taxas do Detran;
- Licenciamento;
- Seguro, se contratado;
- Acessórios e equipamentos;
- Capacete e itens de proteção.
Esses gastos variam de acordo com o estado e com os serviços contratados.
Por isso, antes de fechar negócio, peça à concessionária o valor final da moto pronta para rodar, e não apenas o preço do veículo.
Quanto custa realmente manter uma moto barata?

Uma moto que custa menos na concessionária não necessariamente será a mais barata ao longo dos próximos anos.
Para descobrir o custo real, entram na conta principalmente combustível, revisões, óleo, pneus, peças, seguro e desvalorização.
Consumo de combustível
A Pop é conhecida pelo baixo consumo. Como referência, a própria Honda já divulgou resultado de 49,1 km/l, medido pelo Instituto Mauá de Tecnologia.
O motor de 109,5 cc foi mantido na versão 2027. O consumo real, porém, muda conforme trânsito, peso, velocidade e forma de pilotagem.
Imagine alguém que percorra 1.000 km por mês e consiga média próxima de 49 km/l.
O consumo seria de aproximadamente 20,4 litros mensais.
Com gasolina a R$6,50 apenas como exemplo, o gasto ficaria próximo de R$133 por mês.
A conta para qualquer moto é simples:
quilômetros percorridos ÷ consumo em km/l × preço da gasolina.
Revisões podem mudar bastante o custo
Também existem diferenças no plano de manutenção.
Na Honda Pop 110i ES 2027, a primeira revisão acontece aos 1.000 km ou seis meses. Depois, o intervalo passa para 6.000 km ou seis meses, o que ocorrer primeiro.
A Honda oferece garantia de três anos sem limite de quilometragem e óleo gratuito da terceira à sétima revisão, seguindo as condições da fabricante.
Na família Shineray Jet 125, o manual prevê a primeira revisão aos 1.000 km ou 90 dias, troca de óleo aos 2.000 km, segunda revisão aos 3.000 km e novas trocas e revisões em intervalos menores.
Esse é um bom exemplo de por que o comprador não deve comparar somente os preços das motos.
Intervalo de manutenção, preço das peças e quantidade de revisões também pesam no bolso.
Qual é a moto mais barata para trabalhar?
Para quem pretende fazer entregas ou usar a moto todos os dias, escolher apenas pelo menor preço pode sair caro.
Uma boa moto mais barata para trabalhar precisa equilibrar pelo menos cinco fatores:
- Baixo consumo;
- Manutenção simples;
- Disponibilidade de peças;
- Conforto para muitas horas de uso;
- Capacidade adequada para piloto e carga.
A Pop 110i ES se destaca pelo baixo peso, motor econômico e proposta urbana. A versão 2027 pesa apenas 88 kg a seco e tem assento a 747 mm do chão, características que facilitam o uso no trânsito.
Já a Jet 125 oferece 123,67 cc, freio dianteiro a disco, painel digital, porta USB e pequeno espaço para objetos, além de capacidade máxima de carga declarada de 150 kg.
A Rio 125 EFI também trabalha com motor de 123,67 cc, possui injeção eletrônica, freio dianteiro a disco, iluminação LED e capacidade de carga de até 150 kg.
Para quem roda muitos quilômetros, vale ainda verificar antes da compra quanto custa cada revisão e se existem concessionárias e peças disponíveis na sua região.
Uma moto parada esperando manutenção também gera prejuízo para quem depende dela para trabalhar.
Moto barata 0km: quando o menor preço vale a pena?
Comprar uma moto mais barata 0 km pode ser uma boa decisão quando o objetivo é diminuir gastos com transporte e evitar um financiamento muito alto.
Entre as vantagens estão garantia de fábrica, menor desembolso inicial e baixo consumo nos modelos de pequena cilindrada.
Por outro lado, preço não deve ser o único critério.
Compare também:
- Potência e desempenho necessários para sua rotina;
- Conforto para piloto e garupa;
- Preço das revisões;
- Disponibilidade de peças;
- Seguro;
- Valor de revenda;
- Rede de assistência;
- Custo de documentação.
Se a diferença entre dois modelos for de R$1 mil ou R$2 mil, por exemplo, uma moto inicialmente mais cara pode compensar se apresentar manutenção mais espaçada ou melhor adequação ao tipo de uso.
À vista ou financiada: cuidado para a moto barata ficar cara
O financiamento pode mudar completamente o custo da compra.
Uma moto anunciada por R$11 mil pode custar vários milhares de reais a mais depois da entrada, juros, tarifas e demais encargos.
Por isso, compare sempre o Custo Efetivo Total (CET), e não apenas o valor da parcela.
Também vale negociar o preço para pagamento à vista e comparar a proposta de diferentes concessionárias.
Dependendo da condição oferecida, um desconto pode compensar mais do que escolher outro modelo apenas porque seu preço de tabela é menor.
Quanto maior a entrada e menor o prazo, menor tende a ser o peso dos juros no valor final, desde que isso não comprometa sua reserva financeira.
Perguntas frequentes
Qual é a moto 0 km mais barata do Brasil em 2026?
Qual é a moto mais barata acima de 50 cilindradas?
Qual é a moto mais barata para trabalhar com entregas?
Quanto custa a Honda Pop 110i ES 2027?
A Shineray Worker 125 ainda é vendida?
Ciclomotor precisa de CNH e emplacamento?
O preço da moto já inclui frete e emplacamento?
Afinal, qual moto barata vale mais a pena em 2026?
Para quem quer uma resposta simples, a divisão fica assim:
Moto acima de 50 cc mais barata: Honda Pop 110i ES 2027, a partir de R$10.588 sem frete.
Opção ainda mais barata: Shineray Phoenix S, por R$8.790 + R$880,99, mas classificada como ciclomotor por ter 47,9 cc.
Alternativa de 125 cc por pouco mais: Shineray Jet 125, a partir de R$11.490 + frete.
Para deslocamentos urbanos e economia, a Pop continua sendo uma referência forte.
Para quem procura equipamentos diferentes ou um motor maior dentro de um orçamento ainda baixo, os modelos de entrada da Shineray ampliam as opções.
A melhor compra, porém, não é necessariamente a moto com a menor etiqueta de preço, mas aquela que oferece o menor custo para comprar, manter e usar dentro da sua rotina.



