Quando você pesquisa o valor dos danos morais, quase sempre é porque aconteceu algo que passou do limite: humilhação, constrangimento, vergonha ou alguma outra injustiça.
Só que dano moral é um tema que mexe com sentimento e com contexto. Por isso o valor não é fixo e depende da análise do caso.
Mesmo assim, dá sim para entender o caminho que a Justiça costuma seguir, o que pesa mais na decisão, o que derruba o pedido e como se preparar sem cair em promessas milagrosas.
O que é dano moral?
De forma bem direta, dano moral é tudo aquilo que mexe com a dignidade e com o emocional, causando sofrimento psicológico e transtornos como mágoa, humilhação e vergonha.
E um ponto essencial: nem todo problema vira dano moral, por isso a análise precisa ser cuidadosa.
O dano moral é subjetivo, ou seja, não dá pra “medir” como se mede um prejuízo em dinheiro (tipo um celular quebrado). Por isso, o valor é decidido caso a caso.
Qual lei aparece mais quando se fala de dano moral?
- Art. 186 do Código Civil: quando alguém, por ação ou omissão, viola direito e causa dano a outra pessoa, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
- Art. 944 do Código Civil: a indenização se mede pela extensão do dano.
- Art. 5º, X da Constituição Federal: proteção à intimidade, vida privada, honra e imagem.
Traduzindo: a base da conversa é sempre a mesma, se houve uma conduta errada, houve um abalo real, e a indenização precisa fazer sentido com o tamanho desse abalo.
Então qual é o valor dos danos morais?
A resposta honesta é: não existe um valor único. Como regra, a pessoa pode pedir qualquer valor, com exemplos que vão de R$ 1.000 até mais de R$ 500.000, dependendo do caso.
Mas aé necessário ser pé no chão: pedir é uma coisa, ganhar é outra. O juiz pode reduzir, pode aumentar, pode entender que não houve dano moral naquele caso, ou pode entender que foi só um aborrecimento do dia a dia.
Por isso, em vez de cair numa faixa gigante e ficar mais confuso ainda, a gente vai focar no que realmente ajuda: o que faz o valor subir, o que faz o valor cair e como o juiz costuma decidir.
Quem decide o valor? E como essa decisão costuma acontecer?
Quem decide o valor da indenização por dano moral é o juiz. E ele não decide aleatoriamente.
Na prática, a Justiça costuma olhar casos parecidos e depois ajustar conforme as circunstâncias do seu caso. Isso aparece como uma lógica em duas etapas, muito conhecida como método bifásico.
O “método bifásico” explicado
- Primeira fase: o juiz olha decisões anteriores em casos semelhantes (os “precedentes”) pra achar um valor-base que faça sentido.
- Segunda fase: ele ajusta esse valor conforme o que aconteceu no seu caso (gravidade, impacto, comportamento da outra parte, consequências, etc.).
É como se fosse: “vamos ver o que costuma acontecer em situações parecidas” e depois “agora vamos ver o que no seu caso torna tudo mais leve ou mais pesado”.
O que faz o valor dos danos morais aumentar?
Se você quer entender o valor dos danos morais, a pergunta que mais ajuda é “o que pesa para o juiz?”:
- Gravidade do que aconteceu: quanto mais humilhante, agressivo ou violador, mais pesado fica.
- Consequências na vida da vítima: se atrapalhou trabalho, saúde, relações, sono, rotina, viagem, segurança… isso conta.
- Provas bem feitas: prints, protocolos, extratos, documentos, testemunhas, e quando necessário, perícia (ex.: erro médico).
- Repetição e insistência: cobrança constrangedora repetida, exposição pública contínua, recusa de resolver.
- Conduta da outra parte: quando a empresa/pessoa age com descaso, empurra com a barriga, some, ou piora o problema.
- Ideia de “desestimular”: o valor não é só pra compensar, mas também pra evitar que se repita (isso é citado como lógica de razoabilidade e efeito pedagógico).
Perceba uma coisa: o valor costuma subir quando a pessoa consegue mostrar que não foi uma reclamação aleatória. Foi algo que mexeu de verdade com a vida.
O que faz o valor cair ou até o juiz negar dano moral?
Essa parte é a que evita frustração. A vida tem problemas, e nem todo problema vira indenização.
O valor costuma cair, ou o pedido pode até ser negado, quando:
- Não há prova mínima (a pessoa só conta, mas não tem documento, print, protocolo, registro).
- O impacto foi pequeno e ficou só na irritação do dia (sem constrangimento real ou consequência).
- O fato não passou do aceitável em situações comuns (o juiz entende que não feriu honra/dignidade).
- Houve erro, mas foi corrigido rapidamente e sem dano relevante (isso pode pesar na avaliação).
Não é necessário inventar sofrimento, é preciso provar o que aconteceu e mostrar o efeito real.
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Quais situações mais aparecem gerando indenização?
Casos com empresa/consumo:
- Corte indevido de energia/água por cobrança antiga ou mesmo com comprovante pago.
- Inscrição indevida ou sem notificação em órgãos de proteção ao crédito.
- Cobrança abusiva e constrangedora, ameaça, gritos, exposição do devedor, protesto indevido.
- Clonagem de cartão e uso fraudulento de senha, com necessidade de contestar e guardar faturas.
- Descontos em conta sem autorização do cliente.
- Bloqueio de linha telefônica sem aviso prévio.
- Uso indevido de dados pessoais por funcionários de empresas (telefonia/TV).
Casos de internet e imagem:
- Conteúdo ofensivo na internet (difamação, injúria, exposição).
- Perfil falso em rede social e falta de providência após denúncia.
Saúde e integridade:
- Erro médico (quando demonstrada culpa), muitas vezes com prova pericial.
- Recusa de cobertura de tratamento médico-hospitalar, mesmo com orientação médica.
Viagem e transporte:
- Atraso de voo / overbooking com perda de compromisso importante.
- Cancelamento de voo e problemas de atendimento.
- Bagagem extraviada, com recomendação de documentar e guardar provas.
Rua, segurança e Estado:
- Quedas em vias públicas por falta de conservação/iluminação/sinalização (com fotos, testemunhas, vídeos).
- Prisão errônea.
- Bala perdida em situação de roubo perto de agência bancária.
Só essa organização já ajuda a entender por que o valor varia tanto, porque o impacto de cada situação pode ser completamente diferente.
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O que pesa no valor dos danos morais em casos comuns
| Situação (exemplos dos concorrentes): Negativação/inscrição indevida
O que costuma pesar: Constrangimento, impacto no crédito, tempo para resolver Provas que ajudam muito: Print/consulta do órgão, protocolos, comprovantes de pagamento Tendência de valor: Baixo a médio (pode subir com agravantes) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Corte indevido de energia/água
O que costuma pesar: Serviço essencial, transtorno e tempo sem serviço Provas que ajudam muito: Comprovante de pagamento, protocolos, fotos/vídeos do corte Tendência de valor: Médio (pode subir se houver vulnerabilidade) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Cobrança abusiva/constrangedora
O que costuma pesar: Repetição, ameaça, exposição, publicidade negativa Provas que ajudam muito: Gravações, mensagens, protocolos, testemunhas Tendência de valor: Baixo a médio (sobe com humilhação e insistência) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Ofensa na internet / perfil falso
O que costuma pesar: Alcance da publicação, duração, repercussão Provas que ajudam muito: Prints, registro formal de prova (quando aplicável), links, testemunhas Tendência de valor: Médio a alto (sobe com repercussão e gravidade) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Erro médico (com culpa)
O que costuma pesar: Extensão do dano, sofrimento, sequelas Provas que ajudam muito: Prontuário, laudos, exames, perícia Tendência de valor: Médio a alto (varia muito) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Atraso/cancelamento de voo com perda de compromisso
O que costuma pesar: Perda comprovada, assistência prestada, tempo de espera Provas que ajudam muito: Bilhetes, registros do atraso, comprovantes do compromisso Tendência de valor: Baixo a médio (pode subir com prova forte) |
| Situação (exemplos dos concorrentes): Bagagem extraviada
O que costuma pesar: Transtorno na viagem, tempo sem bagagem, itens essenciais Provas que ajudam muito: RIB/PIR, fotos do conteúdo, comprovantes Tendência de valor: Baixo a médio (depende do contexto) |
Como se preparar para pedir um valor por danos morais?
Passo 1: escrever o que aconteceu com começo, meio e fim
Sem exagerar, sem nada inventado, só o fato: o que aconteceu, quando, com quem, quantas vezes e o que isso causou.
Passo 2: juntar provas do que aconteceu
- Protocolos (anotar número e data)
- Prints (mensagens, telas, redes sociais)
- Comprovantes (pagamento, extrato, fatura, bilhete, etc.)
- Registros (fotos, vídeos, documentos médicos quando for o caso)
Passo 3: identificar o “peso” do caso
Foi um constrangimento leve e rápido, ou foi algo que bagunçou a vida? Quanto maior o impacto e melhor a prova, mais sentido faz pedir um valor mais alto.
Passo 4: entender que o juiz pode ajustar
Mesmo pedindo um valor, o juiz pode reduzir ou ajustar. Então a gente entra com a cabeça certa: pedir com base no caso, mas sabendo que a decisão final é do Judiciário.
Prazo: até quando dá pra entrar com ação de dano moral?
- 3 anos para ação indenizatória por dano moral/material (regra do Código Civil);
- 5 anos quando o dano decorrer de relação de consumo, conforme citado no texto em referência ao CDC.
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O que é o cartão Unidas Mastercard?
É um cartão da bandeira Mastercard associado à Unidas, geralmente voltado para clientes que buscam benefícios e facilidades ligadas a serviços e parcerias da marca, além das vantagens padrão da Mastercard.
Quais são os principais benefícios do Unidas Mastercard?
Os benefícios variam conforme o emissor e a versão do cartão, mas podem incluir condições especiais em parceiros, vantagens em compras e os benefícios da bandeira Mastercard (como ofertas e proteções, quando aplicável).
O Unidas Mastercard tem anuidade?
Depende do emissor e da modalidade do cartão. Algumas versões podem ter isenção por regra promocional, gasto mínimo mensal ou parceria; outras podem cobrar anuidade integral.
Como solicitar o cartão Unidas Mastercard?
Normalmente, a solicitação é feita pelos canais do emissor (site, app ou atendimento). Em alguns casos, pode estar vinculada a campanhas, parcerias ou ao perfil do cliente.
O cartão Unidas Mastercard é internacional?
Muitas versões da Mastercard são aceitas no Brasil e no exterior, mas isso pode variar por produto. A confirmação mais segura é verificar o tipo do cartão e as regras do emissor.




