Valor dos danos morais: quanto dá pra receber, o que aumenta o valor e como a Justiça decide

Valor dos danos morais no seu caso? A gente explica o que aumenta, o que abaixa e como a Justiça chega no valor

Por: Karol em 11/02/2026
Valor dos danos morais

Quando você pesquisa o valor dos danos morais, quase sempre é porque aconteceu algo que passou do limite: humilhação, constrangimento, vergonha ou alguma outra injustiça.

Só que dano moral é um tema que mexe com sentimento e com contexto. Por isso o valor não é fixo e depende da análise do caso.

Mesmo assim, dá sim para entender o caminho que a Justiça costuma seguir, o que pesa mais na decisão, o que derruba o pedido e como se preparar sem cair em promessas milagrosas.

O que é dano moral?

De forma bem direta, dano moral é tudo aquilo que mexe com a dignidade e com o emocional, causando sofrimento psicológico e transtornos como mágoa, humilhação e vergonha.

E um ponto essencial: nem todo problema vira dano moral, por isso a análise precisa ser cuidadosa.

O dano moral é subjetivo, ou seja, não dá pra “medir” como se mede um prejuízo em dinheiro (tipo um celular quebrado). Por isso, o valor é decidido caso a caso.

Qual lei aparece mais quando se fala de dano moral?

  • Art. 186 do Código Civil: quando alguém, por ação ou omissão, viola direito e causa dano a outra pessoa, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
  • Art. 944 do Código Civil: a indenização se mede pela extensão do dano.
  • Art. 5º, X da Constituição Federal: proteção à intimidade, vida privada, honra e imagem.

Traduzindo: a base da conversa é sempre a mesma, se houve uma conduta errada, houve um abalo real, e a indenização precisa fazer sentido com o tamanho desse abalo.

Então qual é o valor dos danos morais?

A resposta honesta é: não existe um valor único. Como regra, a pessoa pode pedir qualquer valor, com exemplos que vão de R$ 1.000 até mais de R$ 500.000, dependendo do caso.

Mas aé necessário ser pé no chão: pedir é uma coisa, ganhar é outra. O juiz pode reduzir, pode aumentar, pode entender que não houve dano moral naquele caso, ou pode entender que foi só um aborrecimento do dia a dia.

Por isso, em vez de cair numa faixa gigante e ficar mais confuso ainda, a gente vai focar no que realmente ajuda: o que faz o valor subir, o que faz o valor cair e como o juiz costuma decidir.

Quem decide o valor? E como essa decisão costuma acontecer?

Quem decide o valor da indenização por dano moral é o juiz. E ele não decide aleatoriamente.

Na prática, a Justiça costuma olhar casos parecidos e depois ajustar conforme as circunstâncias do seu caso. Isso aparece como uma lógica em duas etapas, muito conhecida como método bifásico.

O “método bifásico” explicado 

  1. Primeira fase: o juiz olha decisões anteriores em casos semelhantes (os “precedentes”) pra achar um valor-base que faça sentido.
  2. Segunda fase: ele ajusta esse valor conforme o que aconteceu no seu caso (gravidade, impacto, comportamento da outra parte, consequências, etc.).

É como se fosse: “vamos ver o que costuma acontecer em situações parecidas” e depois “agora vamos ver o que no seu caso torna tudo mais leve ou mais pesado”.

O que faz o valor dos danos morais aumentar?

Se você quer entender o valor dos danos morais, a pergunta que mais ajuda é “o que pesa para o juiz?”:

  • Gravidade do que aconteceu: quanto mais humilhante, agressivo ou violador, mais pesado fica.
  • Consequências na vida da vítima: se atrapalhou trabalho, saúde, relações, sono, rotina, viagem, segurança… isso conta.
  • Provas bem feitas: prints, protocolos, extratos, documentos, testemunhas, e quando necessário, perícia (ex.: erro médico).
  • Repetição e insistência: cobrança constrangedora repetida, exposição pública contínua, recusa de resolver.
  • Conduta da outra parte: quando a empresa/pessoa age com descaso, empurra com a barriga, some, ou piora o problema.
  • Ideia de “desestimular”: o valor não é só pra compensar, mas também pra evitar que se repita (isso é citado como lógica de razoabilidade e efeito pedagógico).

Perceba uma coisa: o valor costuma subir quando a pessoa consegue mostrar que não foi uma reclamação aleatória. Foi algo que mexeu de verdade com a vida.

O que faz o valor cair ou até o juiz negar dano moral?

Essa parte é a que evita frustração. A vida tem problemas, e nem todo problema vira indenização.

O valor costuma cair, ou o pedido pode até ser negado, quando:

  • Não há prova mínima (a pessoa só conta, mas não tem documento, print, protocolo, registro).
  • O impacto foi pequeno e ficou só na irritação do dia (sem constrangimento real ou consequência).
  • O fato não passou do aceitável em situações comuns (o juiz entende que não feriu honra/dignidade).
  • Houve erro, mas foi corrigido rapidamente e sem dano relevante (isso pode pesar na avaliação).

Não é necessário inventar sofrimento, é preciso provar o que aconteceu e mostrar o efeito real.

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Quais situações mais aparecem gerando indenização?

Casos com empresa/consumo: 

  • Corte indevido de energia/água por cobrança antiga ou mesmo com comprovante pago.
  • Inscrição indevida ou sem notificação em órgãos de proteção ao crédito.
  • Cobrança abusiva e constrangedora, ameaça, gritos, exposição do devedor, protesto indevido.
  • Clonagem de cartão e uso fraudulento de senha, com necessidade de contestar e guardar faturas.
  • Descontos em conta sem autorização do cliente.
  • Bloqueio de linha telefônica sem aviso prévio.
  • Uso indevido de dados pessoais por funcionários de empresas (telefonia/TV).

Casos de internet e imagem: 

  • Conteúdo ofensivo na internet (difamação, injúria, exposição).
  • Perfil falso em rede social e falta de providência após denúncia.

Saúde e integridade: 

  • Erro médico (quando demonstrada culpa), muitas vezes com prova pericial.
  • Recusa de cobertura de tratamento médico-hospitalar, mesmo com orientação médica.

Viagem e transporte: 

  • Atraso de voo / overbooking com perda de compromisso importante.
  • Cancelamento de voo e problemas de atendimento.
  • Bagagem extraviada, com recomendação de documentar e guardar provas.

Rua, segurança e Estado: 

  • Quedas em vias públicas por falta de conservação/iluminação/sinalização (com fotos, testemunhas, vídeos).
  • Prisão errônea.
  • Bala perdida em situação de roubo perto de agência bancária.

Só essa organização já ajuda a entender por que o valor varia tanto, porque o impacto de cada situação pode ser completamente diferente.

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O que pesa no valor dos danos morais em casos comuns

Situação (exemplos dos concorrentes): Negativação/inscrição indevida

O que costuma pesar: Constrangimento, impacto no crédito, tempo para resolver

Provas que ajudam muito: Print/consulta do órgão, protocolos, comprovantes de pagamento

Tendência de valor: Baixo a médio (pode subir com agravantes)

Situação (exemplos dos concorrentes): Corte indevido de energia/água

O que costuma pesar: Serviço essencial, transtorno e tempo sem serviço

Provas que ajudam muito: Comprovante de pagamento, protocolos, fotos/vídeos do corte

Tendência de valor: Médio (pode subir se houver vulnerabilidade)

Situação (exemplos dos concorrentes): Cobrança abusiva/constrangedora

O que costuma pesar: Repetição, ameaça, exposição, publicidade negativa

Provas que ajudam muito: Gravações, mensagens, protocolos, testemunhas

Tendência de valor: Baixo a médio (sobe com humilhação e insistência)

Situação (exemplos dos concorrentes): Ofensa na internet / perfil falso

O que costuma pesar: Alcance da publicação, duração, repercussão

Provas que ajudam muito: Prints, registro formal de prova (quando aplicável), links, testemunhas

Tendência de valor: Médio a alto (sobe com repercussão e gravidade)

Situação (exemplos dos concorrentes): Erro médico (com culpa)

O que costuma pesar: Extensão do dano, sofrimento, sequelas

Provas que ajudam muito: Prontuário, laudos, exames, perícia

Tendência de valor: Médio a alto (varia muito)

Situação (exemplos dos concorrentes): Atraso/cancelamento de voo com perda de compromisso

O que costuma pesar: Perda comprovada, assistência prestada, tempo de espera

Provas que ajudam muito: Bilhetes, registros do atraso, comprovantes do compromisso

Tendência de valor: Baixo a médio (pode subir com prova forte)

Situação (exemplos dos concorrentes): Bagagem extraviada

O que costuma pesar: Transtorno na viagem, tempo sem bagagem, itens essenciais

Provas que ajudam muito: RIB/PIR, fotos do conteúdo, comprovantes

Tendência de valor: Baixo a médio (depende do contexto)

Como se preparar para pedir um valor por danos morais?

Passo 1: escrever o que aconteceu com começo, meio e fim

Sem exagerar, sem nada inventado, só o fato: o que aconteceu, quando, com quem, quantas vezes e o que isso causou.

Passo 2: juntar provas do que aconteceu

  • Protocolos (anotar número e data)
  • Prints (mensagens, telas, redes sociais)
  • Comprovantes (pagamento, extrato, fatura, bilhete, etc.)
  • Registros (fotos, vídeos, documentos médicos quando for o caso)

Passo 3: identificar o “peso” do caso

Foi um constrangimento leve e rápido, ou foi algo que bagunçou a vida? Quanto maior o impacto e melhor a prova, mais sentido faz pedir um valor mais alto.

Passo 4: entender que o juiz pode ajustar

Mesmo pedindo um valor, o juiz pode reduzir ou ajustar. Então a gente entra com a cabeça certa: pedir com base no caso, mas sabendo que a decisão final é do Judiciário.

Prazo: até quando dá pra entrar com ação de dano moral?

  • 3 anos para ação indenizatória por dano moral/material (regra do Código Civil);
  • 5 anos quando o dano decorrer de relação de consumo, conforme citado no texto em referência ao CDC.

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Perguntas frequentes
O que é o cartão Unidas Mastercard?

É um cartão da bandeira Mastercard associado à Unidas, geralmente voltado para clientes que buscam benefícios e facilidades ligadas a serviços e parcerias da marca, além das vantagens padrão da Mastercard.

Quais são os principais benefícios do Unidas Mastercard?

Os benefícios variam conforme o emissor e a versão do cartão, mas podem incluir condições especiais em parceiros, vantagens em compras e os benefícios da bandeira Mastercard (como ofertas e proteções, quando aplicável).

O Unidas Mastercard tem anuidade?

Depende do emissor e da modalidade do cartão. Algumas versões podem ter isenção por regra promocional, gasto mínimo mensal ou parceria; outras podem cobrar anuidade integral.

Como solicitar o cartão Unidas Mastercard?

Normalmente, a solicitação é feita pelos canais do emissor (site, app ou atendimento). Em alguns casos, pode estar vinculada a campanhas, parcerias ou ao perfil do cliente.

O cartão Unidas Mastercard é internacional?

Muitas versões da Mastercard são aceitas no Brasil e no exterior, mas isso pode variar por produto. A confirmação mais segura é verificar o tipo do cartão e as regras do emissor.