Empréstimo estudantil é uma modalidade de crédito usada para pagar cursos, principalmente faculdade, quando o estudante não consegue arcar com as mensalidades à vista.
Em 2026, as principais opções no Brasil incluem FIES, financiamentos privados, crédito universitário em bancos, cooperativas de crédito e, em alguns casos, empréstimo pessoal. Cada alternativa tem regras, prazos, juros e exigências próprias.
Se você está tentando continuar os estudos sem apertar demais o orçamento, este guia do Plusdin vai ajudar a entender as opções disponíveis.
A ideia não é dizer qual é a melhor para todo mundo, mas mostrar os caminhos para você comparar com calma.
O que é empréstimo estudantil?
O empréstimo estudantil é um tipo de crédito voltado para quem precisa pagar estudos e não tem o valor total disponível no momento.
Ele pode ser usado para financiar faculdade, cursos técnicos, pós-graduação, especializações ou outros tipos de formação, dependendo das regras de cada instituição.
Na prática, ele funciona como uma ajuda para cobrir mensalidades, matrícula ou parte do curso. Depois, o estudante precisa devolver esse valor, normalmente com juros, correção ou encargos definidos em contrato.
É importante não confundir empréstimo estudantil com bolsa de estudos.
A bolsa reduz ou elimina parte da mensalidade e, em geral, não precisa ser paga depois. Já o crédito estudantil é uma dívida. Por isso, exige planejamento.
Algumas opções permitem pagar uma parte menor durante o curso e deixar o restante para depois da formação. Outras cobram parcelas desde o início. Tudo depende da modalidade escolhida.
Empréstimo estudantil, financiamento estudantil e FIES são a mesma coisa?

Muita gente usa esses nomes como se fossem iguais, mas há diferenças importantes.
Empréstimo estudantil é o termo mais amplo. Ele pode incluir qualquer tipo de crédito usado para pagar estudos, seja oferecido por bancos, empresas privadas, cooperativas ou programas públicos.
Já o financiamento estudantil costuma se referir a linhas criadas especificamente para cobrir mensalidades de cursos. Nesse caso, o dinheiro geralmente vai direto para a instituição de ensino ou segue regras ligadas à matrícula.
O FIES, por sua vez, é um programa público de financiamento estudantil. Ele tem regras próprias, processo seletivo, exigência de Enem e critérios de renda.
Também existe o empréstimo pessoal usado para estudar. Porém, ele não é exatamente um produto educacional. Pode ajudar em uma emergência, mas costuma ter menos benefícios para estudantes.
Ranking de opções de empréstimo estudantil em 2026
Antes de seguir, vale um aviso: este ranking organiza as opções mais conhecidas e procuradas por estudantes no Brasil.
Ele não é uma recomendação financeira. A melhor escolha depende do seu curso, renda, perfil de crédito, instituição de ensino e capacidade de pagamento.
1. FIES
O FIES é uma das alternativas mais conhecidas para quem busca empréstimo estudantil no Brasil. Ele é voltado para estudantes de cursos superiores em instituições privadas participantes do programa.
Para concorrer, o estudante precisa ter feito alguma edição do Enem a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos e nota acima de zero na redação. Além disso, há critérios de renda e um processo seletivo definido pelo MEC.
Um ponto importante é o FIES Social, modalidade voltada a estudantes inscritos no CadÚnico e com menor renda familiar. Conforme as regras vigentes, essa opção pode permitir financiamento de até 100% do curso para quem se enquadra nos critérios.
O FIES costuma ter condições mais favoráveis que muitas opções privadas, mas também exige atenção. Nem todos os cursos participam, há prazos de inscrição e a aprovação depende da classificação do candidato.
2. Pravaler
O Pravaler é uma das empresas privadas mais conhecidas quando o assunto é crédito estudantil. Ele costuma funcionar por meio de parcerias com faculdades e pode ser uma alternativa para quem não conseguiu o FIES ou quer contratar fora do calendário do programa público.
Em geral, o Pravaler não exige nota do Enem. Porém, há análise de crédito, avaliação do perfil financeiro e, em alguns casos, possibilidade de exigência de garantidor.
As condições variam conforme o curso, a instituição de ensino, o semestre e o contrato. Por isso, antes de fechar, é essencial fazer simulações e olhar o valor total que será pago.
O ponto positivo é a praticidade para estudantes de faculdades parceiras. O ponto de atenção é que o custo pode mudar bastante de um caso para outro.
3. Fundacred / CredIES
A Fundacred, por meio do CredIES, também aparece entre as alternativas de financiamento para faculdade.
O modelo costuma estar ligado a instituições de ensino parceiras e pode permitir que o estudante pague parte da mensalidade durante o curso e o restante depois.
Essa pode ser uma opção para quem busca crédito estudantil privado e quer fugir de um desembolso alto logo no início da graduação. Ainda assim, é necessário verificar se a faculdade participa do programa.
Como em qualquer empréstimo estudantil, o estudante deve avaliar taxas, prazos, reajustes e impacto das parcelas futuras. Uma mensalidade mais leve agora pode significar um compromisso maior depois.
Por isso, o ideal é pedir a simulação completa e entender como a dívida evolui ao longo do tempo.
4. Crédito estudantil em bancos
Alguns bancos podem oferecer linhas voltadas para estudantes, universitários ou cursos específicos.
Instituições como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e outras podem ter produtos de crédito educacional, crédito universitário ou empréstimos com finalidade de estudo, dependendo da política vigente.
As condições variam muito. Em alguns casos, o banco exige conta ativa, comprovação de matrícula, análise de crédito e relacionamento prévio. Também pode haver linhas específicas para cursos de alto custo, como medicina, pós-graduação ou intercâmbio.
Aqui, o cuidado principal é olhar o Custo Efetivo Total, conhecido como CET. Ele mostra não só a taxa de juros, mas também tarifas, encargos e outros custos da operação.
Ou seja: não compare apenas a parcela. Compare o valor final da dívida.
5. Cooperativas de crédito
Cooperativas como Sicredi e Sicoob também podem oferecer alternativas para financiar estudos, seja por linhas educacionais específicas ou por crédito pessoal com finalidade educacional.
Esse caminho pode fazer sentido para quem já é cooperado ou tem relacionamento com uma cooperativa local. Como o modelo cooperativo tem regras próprias, as condições podem variar por região, unidade, perfil do associado e tipo de curso.
Em alguns casos, a cooperativa pode oferecer atendimento mais próximo e análise personalizada. Ainda assim, é indispensável comparar taxas, prazos, garantias e valor total.
Antes de contratar, procure saber se a linha está disponível na sua cidade e se o crédito realmente atende à finalidade educacional desejada.
6. Empréstimo pessoal para estudar
O empréstimo pessoal pode ser usado para pagar estudos, mas ele não é um empréstimo estudantil propriamente dito.
A diferença é simples: nesse caso, o dinheiro pode ser usado para qualquer finalidade, não apenas educação.
Ele pode ajudar a pagar matrícula, mensalidade atrasada, materiais, cursos livres ou uma despesa urgente. Porém, costuma ter juros mais altos e parcelas que começam imediatamente.
Por isso, essa opção exige cuidado redobrado. Se o objetivo é financiar faculdade inteira, o empréstimo pessoal pode ficar caro demais.
Antes de seguir por esse caminho, compare o CET, veja se a parcela cabe no orçamento e pense no impacto da dívida nos próximos meses. O crédito deve ajudar a estudar, não virar uma bola de neve.
Como comparar as opções antes de contratar?
Para escolher um empréstimo estudantil com mais segurança, você precisa olhar além da propaganda. A menor parcela nem sempre significa o melhor custo.
Comece pela taxa de juros, mas não pare nela. Verifique o Custo Efetivo Total, o prazo de pagamento, o valor financiado, a carência e as regras para quitar antecipadamente.
Também observe se há exigência de fiador, garantidor, Enem, comprovação de renda ou instituição de ensino parceira. Esses detalhes podem mudar totalmente a sua chance de aprovação.
Outro ponto importante é entender o que acontece em caso de atraso. Há multa? Juros maiores? Restrição no nome? Perda de benefício?
Se possível, simule mais de um cenário. Compare pagar durante o curso, pagar depois da formatura e financiar apenas parte da mensalidade. Isso ajuda a enxergar o compromisso real.
Quem pode solicitar um empréstimo estudantil?
Os requisitos mudam conforme a modalidade. No FIES, por exemplo, o estudante precisa cumprir critérios ligados ao Enem, renda familiar, curso, instituição participante e processo seletivo.
No crédito privado, como Pravaler ou CredIES, geralmente é preciso ter matrícula ativa, documentos pessoais e passar por análise de crédito. Em alguns casos, a empresa pode pedir comprovante de renda do estudante, responsável financeiro ou garantidor.
Nos bancos e cooperativas, o processo também envolve cadastro aprovado, relacionamento com a instituição e avaliação do perfil financeiro.
Se o estudante for menor de idade, é provável que precise de um responsável legal para assinar o contrato. Por isso, vale separar documentos com antecedência e confirmar as regras antes da contratação.
Quais documentos costumam ser exigidos?
A lista pode variar, mas alguns documentos aparecem com frequência. Normalmente, as instituições pedem RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda.
Também podem ser solicitados comprovante de matrícula, dados da faculdade, informações do curso, valor da mensalidade e período acadêmico.
Quando existe fiador, garantidor ou responsável financeiro, os documentos dessa pessoa também entram no processo. Isso pode incluir comprovante de renda, identificação e endereço.
O ideal é conferir a lista diretamente com a instituição escolhida. Assim, você evita atrasos na análise e entende se há alguma exigência específica para o seu caso.
Empréstimo estudantil vale a pena?
O empréstimo estudantil pode valer a pena quando permite acessar uma formação que o estudante não conseguiria pagar naquele momento. Para muita gente, ele funciona como uma ponte entre o sonho da faculdade e a realidade do orçamento.
Mas essa ponte precisa ser segura. Antes de contratar, pense no valor da mensalidade, na duração do curso, na empregabilidade da área, na sua renda atual e no tamanho da dívida depois da formatura.
Também é importante evitar uma armadilha comum: olhar só para a parcela de hoje. Um contrato longo pode parecer leve no início, mas pesar no futuro.
A melhor decisão é aquela que cabe no planejamento financeiro. Estudar é um investimento importante, mas não deve comprometer sua tranquilidade por anos sem uma análise cuidadosa.
Antes de contratar, compare com calma
Existem várias opções de empréstimo estudantil em 2026, e nenhuma delas é perfeita para todos os estudantes. O que funciona para uma pessoa pode não fazer sentido para outra.
Por isso, compare FIES, crédito privado, bancos, cooperativas e empréstimo pessoal com atenção. Veja o custo total, o prazo, as exigências e o impacto no seu orçamento.
Leia o contrato, faça simulações e pense também na renda futura com prudência. A educação pode abrir portas, mas o caminho fica mais leve quando a decisão financeira é bem planejada.
Perguntas frequentes
1. Qual banco faz empréstimo estudantil?
Alguns bancos e cooperativas podem oferecer crédito para estudantes ou linhas voltadas à educação. Entre os nomes que aparecem nesse mercado estão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, Sicredi e Sicoob. As condições variam, então vale consultar a instituição onde você já tem relacionamento.
2. Existe empréstimo estudantil sem fiador?
Sim, algumas opções podem não exigir fiador. Porém, isso depende da instituição, análise de crédito, renda, valor solicitado e regras do produto. Em programas privados, pode haver exigência de garantidor conforme o perfil do estudante.
3. Qual a diferença entre FIES e empréstimo estudantil?
O FIES é um programa público de financiamento estudantil. Já o empréstimo estudantil é um termo mais amplo, que pode incluir crédito privado, bancos, cooperativas e até empréstimo pessoal usado para pagar estudos.
4. Quem tem nome sujo pode conseguir empréstimo estudantil?
Depende da modalidade. Em bancos, cooperativas e empresas privadas, a análise de crédito pode dificultar a aprovação. No caso do FIES, é necessário verificar as regras do edital vigente e os critérios definidos para o período de inscrição.
5. Dá para financiar 100% da faculdade?
Pode ser possível em algumas situações. O FIES Social, por exemplo, pode permitir financiamento de até 100% para estudantes que atendem aos critérios. Produtos privados também podem oferecer percentuais altos, mas tudo depende da instituição, curso e análise do perfil.



