Para trocar financiamento de carro, você tem três caminhos principais: a substituição de garantia (trocar apenas o veículo e manter o contrato), a portabilidade de crédito (levar a dívida para outro banco com juros menores) ou a transferência de titularidade (passar a dívida para outra pessoa).
Cada uma dessas opções exige uma análise de crédito específica e o pagamento de taxas administrativas, mas são alternativas excelentes para quem busca flexibilidade financeira ou um carro mais novo.
Aqui no Plusdin, nós te ajudamos a entender qual dessas rotas do financiamento faz mais sentido para o seu bolso em 2026.
Como trocar financiamento de carro?
Muitas vezes, a vida muda e aquele carro que parecia ideal há dois anos já não atende mais às suas necessidades. Ou então, você percebe que as taxas de juros do mercado caíram e você continua pagando um valor alto no seu boleto mensal.
Se você se identifica com uma dessas situações, saiba que não está “preso” ao contrato inicial até o fim das 48 ou 60 parcelas.
1. Substituição de Garantia: troque o carro sem mudar o carnê
A primeira forma de trocar financiamento de carro é voltada para quem gosta do banco onde está, mas quer um veículo diferente na garagem. Esse processo é conhecido tecnicamente como substituição de garantia.
Na prática, o que acontece é que o banco retira a alienação fiduciária do seu carro atual e a transfere para o novo veículo que você está adquirindo.
Para que o Itaú, Santander ou Bradesco – ou qualquer outra instituição – aceite essa troca, existem algumas regras de ouro. Geralmente, o novo carro precisa ser de valor igual ou superior ao atual.
Além disso, o ano de fabricação costuma ser um critério rígido: as instituições preferem veículos mais novos ou, no máximo, com a mesma idade do seu carro atual.
O processo envolve uma nova vistoria técnica. O banco precisa garantir que o “novo objeto” da garantia tem qualidade suficiente para cobrir o saldo devedor caso você pare de pagar.
Além da vistoria, prepare o bolso para uma taxa de substituição de garantia, que varia entre os bancos, mas costuma ser um valor fixo que compensa o trabalho administrativo da troca do gravame no sistema do Detran.
2. Portabilidade: o segredo para baixar os juros do financiamento
Você sabia que pode trocar a sua dívida de lugar? Com a consolidação total do Open Finance em 2026, realizar a portabilidade de crédito tornou-se um processo extremamente simples e rápido.
Se você fez um financiamento com o Banco PAN ou BV Financeira em uma época de juros altos, e agora o Banco do Brasil ou o Nubank oferecem taxas melhores, você tem o direito de migrar.
Ao optar por essa forma de trocar financiamento de carro, o novo banco “compra” sua dívida do banco antigo.
A grande vantagem aqui é a redução do Custo Efetivo Total (CET). Muitas vezes, ao mudar de instituição, você consegue manter o mesmo número de parcelas restantes, mas com um valor mensal significativamente menor.
É importante ressaltar que o banco atual não pode impedir a portabilidade, de acordo com as normas do Banco Central.
Entretanto, ele certamente tentará fazer uma contraproposta para te manter como cliente.
Nós do Plusdin sempre recomendamos que você ouça essa oferta, pois pode economizar o tempo de burocracia da migração se eles cobrirem a taxa da concorrência.
3. Transferência de titularidade: passando o financiamento adiante
Às vezes, a necessidade de trocar financiamento de carro surge por uma mudança na vida financeira, como a necessidade de reduzir custos fixos.
Nesse caso, a transferência para outra pessoa – seja um amigo, familiar ou um comprador desconhecido – é a solução legal.
Diferente do que muita gente pensa, não basta apenas entregar as chaves e o carnê. O novo interessado precisa passar por uma análise de crédito rigorosa.
O banco verificará o Score, a renda mensal e o histórico financeiro do novo titular.
Se aprovado, um novo contrato é gerado e o nome do antigo proprietário sai completamente da responsabilidade da dívida.
Atenção redobrada aqui: fuja dos famosos “contratos de gaveta”. Eles não têm validade perante o banco e, se o novo comprador atrasar as parcelas ou levar multas, o problema jurídico e financeiro continuará sendo seu.
A transferência oficial é a única forma segura de garantir que você não terá dores de cabeça no futuro.
Quando realmente vale a pena trocar o financiamento?
Decidir se você deve trocar financiamento de carro exige mais do que apenas vontade; exige cálculo.
No cenário econômico atual, com a Selic apresentando variações, é preciso observar se a economia gerada na troca supera os custos operacionais.
Considere os seguintes pontos antes de tomar a decisão:
- A diferença na taxa de juros: se a nova taxa for pelo menos 0,5% menor ao mês, a portabilidade já começa a ficar interessante.
- O valor das taxas administrativas: somar os custos de vistoria, emissão de novo contrato e taxas de cartório é essencial.
- O estado do veículo: se o seu carro atual está exigindo muita manutenção, trocar por um mais novo via substituição de garantia pode evitar gastos inesperados com mecânicos.
Além disso, avalie sua capacidade de pagamento. Muitas vezes, as pessoas usam a troca para “esticar” o prazo do financiamento e diminuir a parcela.
Embora isso alivie o caixa mensal, lembre-se que, no longo prazo, você acabará pagando muito mais juros para o banco.
Passo a passo para solicitar a troca com segurança
Se você já decidiu que quer seguir em frente, o processo costuma seguir um roteiro padrão nas grandes instituições financeiras brasileiras.
Primeiramente, entre em contato com o seu banco atual através do chat do aplicativo ou pelo gerente para entender as condições de quitação antecipada ou substituição.
Para a documentação, você precisará ter em mãos:
- RG e CNH atualizados;
- Comprovante de residência (emitido nos últimos 90 dias);
- Certificado de Registro de Veículo (CRV) ou o acesso ao documento digital;
- Comprovante de renda atualizado.
Com os documentos prontos, você pode simular a troca em diferentes instituições.
Portais de comparação de crédito são ótimos aliados nessa hora para encontrar quem está com a melhor oferta para o seu perfil.
Lembre-se que em 2026, a maioria desses processos é 100% digital, facilitando muito a sua vida.
Perguntas frequentes sobre a troca de financiamento
1. Posso trocar o financiamento de um carro por um mais barato?
Sim, isso é possível de duas formas. Você pode fazer a portabilidade para um banco com juros menores, reduzindo a parcela, ou realizar a quitação do contrato atual e iniciar um novo financiamento para um veículo de menor valor, ficando com a diferença (o que o mercado chama de “troca com troco”).
2. O banco pode negar a substituição de garantia?
Infelizmente, sim. O banco tem o direito de negar a troca caso o novo veículo não atenda aos critérios de segurança da instituição (como ser muito antigo ou ter passagem por leilão) ou se o seu histórico de pagamentos recente não for bom.
3. Como funciona a troca de carro financiado em concessionária?
Na concessionária, a loja avalia seu carro usado e entra em contato com o banco para saber o valor da quitação da dívida. Eles pagam o banco, encerram seu contrato antigo e o valor que “sobrar” da avaliação do seu carro entra como entrada para o seu próximo veículo e um novo financiamento.
4. É possível trocar financiamento com parcelas em atraso?
É muito difícil. A maioria das instituições exige que o contrato esteja rigorosamente em dia para realizar qualquer tipo de alteração, seja portabilidade ou substituição. O ideal é negociar o atraso primeiro para depois solicitar a troca.
5. Quanto custa a taxa de transferência de financiamento?
Em 2026, os valores variam conforme o banco, mas a média de mercado para taxas de transferência de titularidade ou substituição de garantia gira entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00. Sempre consulte a tabela de tarifas do seu banco.
O próximo passo para o seu alívio financeiro
Entender como trocar financiamento de carro é o primeiro passo para retomar o controle do seu orçamento ou finalmente conquistar aquele modelo de veículo que você tanto deseja. Seja pela economia da portabilidade ou pela praticidade da substituição de garantia, as opções existem para tornar o seu crédito mais flexível.
Nós do Plusdin acreditamos que a informação é a melhor ferramenta para economizar. Antes de assinar qualquer novo contrato, faça simulações, compare o CET entre instituições como Safra, Itaú e fintechs, e não tenha medo de negociar com o seu gerente.
Com paciência e os dados certos, você transforma uma dívida pesada em um investimento inteligente para a sua mobilidade.




